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Há duas semanas Gianni Infantino vivia o ápice da comemoração pelo sucesso da Copa do Mundo na América do Norte. Atualmente, o presidente da Fifa enfrenta seu momento mais delicado na entidade depois do fracasso de um plano para atrair investimento privado às competições da federação.
Em 19 de julho, em East Rutherford, Nova Jersey, Infantino foi fotografado afastando o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dos jogadores espanhóis antes de erguer o troféu. Na sequência do torneio, o dirigente, de 56 anos e com dupla cidadania ítalo-suíça, defendeu publicamente que se tratou de “a melhor Copa do Mundo da história”.
A competição foi, ao menos em termos financeiros, extraordinária: gerou quase US$ 15 bilhões (R$ 76 bilhões na cotação citada) em receita, reuniu 6,6 milhões de torcedores nos estádios e bateu recordes de audiência na televisão.
No entanto, nas últimas semanas Infantino viu ruir um ambicioso projeto anunciado para abrir a Copa do Mundo e outras competições da Fifa a capital privado. O plano, apresentado na última terça-feira (28), foi abandonado apenas três dias depois por falta de apoio entre federações e confederações.
Queda rápida
O irlandês Michael Payne, ex-diretor de marketing do Comitê Olímpico Internacional, afirmou à AFP que nunca havia observado “uma queda tão rápida de um dirigente esportivo”. Payne destacou que, até pouco tempo, Infantino estava no auge, e agora há dúvidas sobre sua permanência.
Nos anos anteriores, Infantino resistiu a críticas sobre a organização das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar), a escolha da Arábia Saudita para 2034, a expansão do Mundial de 32 para 48 seleções e a reformulação do Mundial de Clubes. Também enfrentou polêmicas ligadas à Copa de 2026, incluindo sua proximidade com Trump, as interrupções para hidratação durante partidas e o episódio apelidado de “caso Balogun”, envolvendo a revogação de suspensão de um jogador dos Estados Unidos após contato da Casa Branca.
Apesar de propostas ainda mais amplas, como a ideia de estender a Copa para 64 seleções, o projeto parecia ter respaldo amplo: segundo o jornal britânico The Guardian, Infantino contava com o apoio de 200 das 211 federações. Ainda assim, o cenário mudou rapidamente.
Imagem: Foto por PABLO PORCIUNCULA / AFP
Pressão interna e alternativas
Terrence Burns, ex-chefe de estratégia de marketing de candidaturas à Copa do Mundo, qualificou a posição do presidente da Fifa como “precária”, mas não necessariamente irreversível. Burns observou que, em votações para cargos na Fifa, as confederações não votam em bloco, e que África e Oceania poderiam influenciar o resultado, já que tendem a ser menos críticas e beneficiarem-se de promessas de mais recursos.
Veículos especializados apontam o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa, como um possível candidato a desafiar Infantino, possivelmente com apoio da Uefa. A própria Uefa e a Concacaf têm exigido mudanças significativas na governança da Fifa, citando falta de transparência na gestão.
Michael Payne concluiu à AFP que “a liderança dele se tornou radioativa e, se ele permanecer, haverá uma guerra civil total no futebol mundial, com cisões nas principais nações e boicotes. Acabou”.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6