Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 38,1% da população ocupada trabalhava na informalidade em 2025, uma redução em relação a 2024, quando o índice foi de 39%, mas ainda considerado elevado em comparação a padrões internacionais.
Quem é mais afetado
A informalidade atinge grupos etários de maneira desigual: é mais presente entre jovens e adolescentes e entre trabalhadores mais velhos. A menor incidência ocorre na faixa dos 25 aos 39 anos, segmento visto como mais consolidado no mercado formal.
Escolaridade e situação laboral
A relação entre nível de instrução e informalidade aparece com força nas estatísticas. Entre pessoas com menos de um ano de estudo, 71,4% estão em ocupações informais. No grupo com ensino fundamental incompleto, a taxa é de 63,7%. Já entre trabalhadores com ensino superior completo, apenas 19,3% atuam de forma informal. Os dados indicam que maior escolaridade reduz as chances de trabalhar fora das regras formais.
Diferenças regionais
As taxas variam também por região do país. Estados das regiões Norte e Nordeste apresentam os percentuais mais altos de informalidade, enquanto Sul e Sudeste registram níveis mais baixos. Mesmo assim, grandes centros urbanos mantêm índices significativos.
Perfil do trabalho informal em São Paulo
Na cidade de São Paulo, maior polo econômico do país, a informalidade aparece tanto em periferias quanto em áreas centrais. Entre os tipos de ocupação informal mais comuns na capital estão vendedores ambulantes e camelôs, trabalhadores de aplicativos (entregadores e motoristas), diaristas e trabalhadores domésticos sem registro, autônomos sem CNPJ, pequenos comerciantes de rua e prestadores de serviços de beleza e manutenção sem formalização.
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Causas e riscos
O crescimento de plataformas digitais ampliou o número de trabalhadores sem vínculo formal, atraindo especialmente jovens e pessoas que perderam empregos com carteira assinada. Especialistas apontam que desemprego, instabilidade econômica e dificuldade de acesso à educação contribuem para a expansão do mercado informal. Em grandes cidades, o alto custo de vida e a necessidade de renda imediata também estimulam esse tipo de ocupação.
A atuação no mercado informal gera renda, mas acarreta menor proteção social: trabalhadores nessas condições costumam ter acesso reduzido à previdência, ausência de benefícios, maior instabilidade financeira e mais vulnerabilidade social.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6