O Itaú BBA revisou para cima sua avaliação sobre a Moura Dubeux (MDNE3) e elevou o preço-alvo para R$ 44 por ação, segundo relatório divulgado após conversas com a diretoria da incorporadora. A nova meta de R$ 44 representa um aumento de R$ 1 em relação à projeção anterior e implica potencial de valorização de aproximadamente 78% em relação à cotação atual.
De acordo com o banco, a decisão decorre de uma execução operacional mais sólida da companhia e de um valuation considerado atraente, com múltiplos de 3,8 vezes o lucro projetado para este ano e 3,2 vezes para o ano seguinte. A recomendação de compra (outperform) foi mantida.
O ajuste das estimativas ocorreu após um non-deal roadshow (NDR) com o CFO Diego Wanderley e o diretor de Relações com Investidores, Diogo Barral, quando foram debatidas as perspectivas operacionais e financeiras após o segundo trimestre de 2026 (2T26). O analista Elvis Credendio, do Itaú BBA, ressaltou que, apesar do cenário macroeconômico desafiador para imóveis de média e alta renda, a Moura Dubeux possui modelo de negócios resiliente.
O banco listou fatores que embasaram a revisão: resultado do primeiro trimestre de 2026 acima do esperado, vendas mais fortes no segundo trimestre, aumento do pipeline do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para R$ 2 bilhões em 2027 (ante R$ 1,5 bilhão anteriormente) e adoção de nova taxa de custo de capital próprio de 17,2%, alinhada a premissas macroeconômicas atualizadas para juros e inflação.
Com essas mudanças, o Itaú BBA elevou as projeções de lucro da Moura Dubeux em 6% para 2026 e 4% para 2027. Para 2026, a expectativa é de lucro líquido ajustado de R$ 637 milhões; para 2027, a previsão é de R$ 681 milhões.
Operações, mercado regional e securitização
No relatório, o banco aponta que o mercado no Nordeste — em especial Recife — tem apresentado condições mais favoráveis, com menor concorrência em comparação a São Paulo. Segundo Credendio, enquanto os lançamentos em São Paulo cresceram desde a pandemia, o mercado nordestino manteve-se relativamente estável em R$ 10–11 bilhões por ano, com estoques controlados em cerca de oito meses de vendas nos últimos 12 meses.
O documento também menciona que a marca Mood, que reúne o segmento de média renda da empresa, manteve vendas resilientes e segue com guidance de lançamentos de R$ 1 bilhão por ano. A companhia informou ter adquirido terrenos a custos considerados atrativos pelo BBA, com alguns lotes abaixo de 10% do Potencial de Vendas (PSV).
Imagem: Moura Dubeux
O banco discutiu ainda a securitização recente de recebíveis atrelados a taxas de comercialização de terrenos. A gestão indicou intenção de novas operações desse tipo, desde que as taxas de desconto recuem do atual patamar de CDI + 2,6% ao ano, o que permitiria alocação de capital mais eficiente.
Principais projeções do Itaú BBA para 2026
Entre as estimativas divulgadas pelo banco estão: lançamentos (a pagar/stake) de R$ 4,776 bilhões (alta de 2%), vendas líquidas de R$ 4,034 bilhões (alta de 8%), receita líquida de R$ 2,745 bilhões (queda de 5%), lucro bruto de R$ 1,091 bilhão (-2%) e margem bruta de 38,6% (105 bps acima). Outras métricas apontadas incluem margem líquida de 23,2% (230 bps acima), ROE de 27,4% e P/L de 4,0x (P/L ajustado ex-dividendos 3,8x).
As ações da Moura Dubeux operavam em alta de 1,94%, cotadas a R$ 25,22, nesta segunda-feira (20), às 13h45 (Brasília UTC-3). No fechamento em janela de 12 meses, os papéis acumulavam alta de 25% na bolsa.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6