A Justiça Federal de São Paulo aceitou um recurso do Flamengo e determinou a reconsideração da decisão que entregaria a Taça das Bolinhas ao São Paulo, reacendendo a disputa pelo troféu. O episódio ocorreu nesta segunda-feira (13), conforme comunicado divulgado pelo clube rubro-negro.

A decisão partiu da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, que reviu posicionamento anterior e proferiu entendimento favorável ao Flamengo. Com a nova decisão, a definição sobre o destino da Taça das Bolinhas passa a tramitar na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Enquanto isso, o troféu permanece sob custódia da Caixa Econômica Federal.

Contexto da disputa

A polêmica sobre a Taça das Bolinhas remonta a regras fixadas pela CBF em 1975, segundo as quais o troféu deveria ser entregue ao primeiro clube brasileiro que conseguisse três títulos consecutivos ou cinco alternados do Campeonato Brasileiro. Flamengo e São Paulo reivindicam o direito à posse do troféu há décadas.

O Flamengo sustenta ter cumprido os requisitos do penta com o título do Campeonato Brasileiro de 1992, conquistado sobre o Botafogo. A controvérsia, porém, envolve também a edição de 1987, que tem o Sport Recife como parte interessada na disputa. Em 2011, a CBF chegou a reconhecer o Flamengo como campeão de 1987, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2018 declarou o Sport Recife como único campeão daquela edição.

Em decorrência dessa definição sobre 1987, o argumento de que o Flamengo teria sido o primeiro a completar os requisitos para ficar com a Taça das Bolinhas é objeto de debate jurídico. Nesse cenário, o São Paulo aparece como candidato à posse do troféu por ter alcançado o tricampeonato em 2007, situação que, segundo interpretações favoráveis ao clube paulista, o credenciaria à premiação.

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A nova movimentação judicial deve provocar desdobramentos nas conversas entre as partes interessadas e nas decisões das instâncias competentes. O Flamengo declarou estar “confiante no reconhecimento definitivo de seus direitos sobre o troféu”. A expectativa agora é por manifestações e eventuais recursos das partes envolvidas.

Com informações de Br.bolavip