A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da holding financeira Fictor. A decisão, proferida pela desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça, visa resguardar o cumprimento de obrigações contratuais assumidas em operações no setor financeiro e evitar potenciais prejuízos a credores e parceiros comerciais.

Medida cautelar e fundamentos

O bloqueio foi motivado pela constatação de que valores que deveriam permanecer em conta de garantia migraram para outro destino sem a devida recomposição. Esses recursos tinham como função oferecer lastro para operações vinculadas ao sistema de pagamentos e cartões. A ausência desse respaldo levou a Justiça a avaliar o risco de inadimplemento e a adotar a medida preventiva, passível de revisão conforme o andamento do processo e a apresentação de garantias adequadas pela Fictor.

Contexto da tentativa de compra do Banco Master

A decisão ocorre no contexto da negociação frustrada entre a Fictor e o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central. Meses antes da intervenção, a holding anunciara a intenção de injetar recursos bilionários na instituição, como solução para a crise de liquidez provocada pelo vencimento de títulos de CDB. No entanto, o negócio não avançou diante da falta de aval regulatório e da insuficiência de comprovação de solidez financeira.

Impactos e desdobramentos

A magistrada ressaltou a necessidade de preservar a efetividade de futuras cobranças e mitigar riscos associados ao desequilíbrio financeiro da empresa. A Justiça também considerou o impacto da liquidação do Banco Master sobre empresas ligadas à negociação, reforçando a cautela quanto a disputas judiciais e pedidos de ressarcimento decorrentes do colapso da instituição.

Imagem: Divulgação/Fictor

Em manifestações anteriores, a Fictor negou enfrentar quadro de insolvência e afirmou estar passando por ajustes operacionais. O processo segue em tramitação, e a manutenção ou ampliação do bloqueio dependerá de novas informações financeiras apresentadas ao Judiciário.





Com informações de Revistaoeste