O presidente nacional do PSD e pré-candidato a vice-presidente da República, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira (1º de julho de 2026) que a campanha nacional da legenda adotará postura que leve em conta as especificidades dos palanques estaduais, inclusive em situações em que aliados locais não façam pedido explícito de voto para o candidato presidencial do partido, Ronaldo Caiado.

Segundo Kassab, a intenção do PSD continua sendo a de eleger Caiado para a Presidência, mas isso não elimina a necessidade de acomodar projetos regionais que sejam considerados relevantes pela sigla. Ele ressaltou que não considera adequado tratar os dirigentes estaduais como totalmente “liberados” para apoiar outros presidenciáveis, porque isso daria a impressão de falta de organização no partido.

Como exemplo, Kassab citou o caso do Rio de Janeiro, onde o prefeito Eduardo Paes é pré-candidato ao governo estadual. O dirigente explicou que, para a campanha estadual de Paes, existe uma dinâmica distinta daquela adotada para a candidatura de Caiado, e por isso é provável que o prefeito não peça votos diretamente para o presidenciável. Mesmo assim, o nome de Paes deverá constar associado ao comitê de Caiado no Estado, segundo Kassab.

Kassab também mencionou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, como outro exemplo em que a campanha nacional do PSD respeitará as condições locais e não exigirá alinhamento público de prioridade entre as esferas nacional e estadual.

No estado de São Paulo, o PSD optará por uma estratégia conjunta em que a cédula do partido indicará Caiado para presidente e Tarcísio de Freitas, do Republicanos, para governador. O presidente do PSD reconheceu, porém, que Tarcísio não apoiará Caiado na disputa presidencial e enfatizou a importância da reeleição de Tarcísio para o Brasil e para São Paulo.

Ao ser questionado sobre a crise no PL envolvendo Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, Kassab evitou entrar em detalhes sobre o conflito interno, mas disse não acreditar que isso leve Tarcísio a mudar de posição, afirmando que o governador paulista tem deixado claro que permanecerá ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Imagem: Reprodução/YouTube

O dirigente acrescentou que haverá integração mais estreita entre as campanhas nacional e estaduais em locais como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás, sempre que for possível estabelecer um “total vínculo”. Nos demais casos, disse, o partido saberá compreender as diferenças, por conta da relevância de projetos estaduais.

Por fim, Kassab negou que o PSD tenha buscado montar uma aliança nacional para ampliar o palanque de Caiado, afirmando que desde o início a estratégia da legenda foi disputar com uma chapa própria.

Com informações de Valor.globo