O baterista Kenny Morris, membro fundador do grupo britânico Siouxsie and the Banshees, faleceu aos 68 anos, segundo anúncio nesta quinta-feira (15) pelo jornalista musical John Robb, em publicação no site Louder Than War. Até o momento, não foram divulgados data e causa oficial do óbito.
Histórico e legado
Nascido em 1957, em Essex, Inglaterra, e filho de pais irlandeses, Morris formou-se em belas artes e cinema no North East London Polytechnic e na Camberwell School of Arts and Crafts. Em 1976, integrou brevemente a banda Flowers of Romance, liderada por Sid Vicious, antes de se juntar aos Banshees, que haviam sido criados em 1976 por Siouxsie Sioux e Steven Severin.
Entrada na banda e primeiros trabalhos
O músico passou a ocupar a posição de baterista em 1977, após participar de uma audição memorável, em que ajudou a consolidar oito faixas iniciais do grupo. Ao longo de sua passagem, gravou dois álbuns fundamentais do pós-punk: “The Scream” (1978) e “Join Hands” (1979), além de atuar no single de estreia “Hong Kong Garden”, que alcançou o 7º lugar na parada oficial do Reino Unido.
Saída conturbada e carreira posterior
Em 1979, durante a turnê de “Join Hands”, Morris deixou a banda após um desentendimento em uma sessão de autógrafos. Na sequência, foi substituído por Peter “Budgie” Clarke, ex-Slits, e o guitarrista John McKay deu lugar a Robert Smith, do The Cure. Após a saída, Morris continuou atuando como baterista em diversos projetos, dirigiu curtas-metragens e dedicou-se à pintura e ao desenho.
Vida pessoal e tributo
Desde 1993, o músico vivia em Cork, na Irlanda, onde cultivou amizades duradouras. Robb destacou em seu tributo a personalidade “doce, articulada e artisticamente fascinante” de Morris, além de sua vestimenta única, que mesclava ternos, vestidos e até algemas como parte de seu estilo inspirado pelo movimento punk de 1976. Segundo o amigo, “sentiremos falta de sua doce excentricidade e de suas longas mensagens no WhatsApp”.
Imagem: Divulgação
Projetos recentes
Nos últimos anos, Morris integrou a banda pós-punk goth Shrine of the Vampyre e trabalhava na finalização de uma autobiografia prevista para ser publicada ainda este ano, conforme informações do New York Post.
O legado de Kenny Morris permanece vivo por meio das gravações pioneiras e da influência estética que ajudou a definir o punk britânico no fim dos anos 1970.
Com informações de Billboard

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6