Kesha critica uso de “Blow” em post do perfil oficial da Casa Branca no TikTok
Kesha, 39, declarou publicamente sua reprovação após a utilização da música “Blow” em um vídeo publicado pelo perfil oficial da Casa Branca no TikTok que mostra um bombardeio. A cantora disse não autorizar que sua canção seja empregada em material que, segundo ela, incentiva ou banaliza a violência e ameaça de guerra.
O clipe, postado pela conta @whitehouse na plataforma, usa “Blow” como trilha sonora para imagens de ataque, explorando o duplo sentido do título da faixa — “blow”, em inglês, também remete a explodir. Em resposta, Kesha publicou nota no Instagram classificando a ação como “repugnante e desumano” e afirmando que não aprova o uso de sua música para promover qualquer tipo de violência.
Em sua mensagem no Instagram, a artista escreveu: “Chegou ao meu conhecimento que a Casa Branca utilizou uma de minhas músicas no TikTok para incitar violência e ameaçar guerra. Tentar banalizar a guerra é repugnante e desumano. Eu absolutamente não aprovo minha música ser utilizada para promover qualquer tipo de violência. O amor sempre vence o ódio”. Ela ainda acrescentou: “Isso é uma demonstração de desrespeito pela vida humana e, francamente, esse ataque a todos os nossos sistemas nervosos é o oposto daquilo que defendo”.
Na mesma publicação, Kesha citou o nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em referência ao caso envolvendo Jeffrey Epstein, ressaltando que “o predador criminoso Donald Trump aparece nos Arquivos [do caso Epstein] mais de um milhão de vezes”.
Além do Instagram, a cantora também utilizou a plataforma X (antigo Twitter) para manifestar seu desagrado. Em uma postagem que marcou o perfil oficial da Casa Branca, ela escreveu em inglês: “Stop using my music, perverts”.
Imagem: Divulgação
O episódio se soma a outras manifestações de artistas contrários ao uso de suas músicas em publicações do governo atual dos EUA. Recentemente, Olivia Rodrigo, 22, se posicionou contra a utilização de sua faixa “all-american bitch” em um vídeo que promovia a deportação de imigrantes, afirmando: “Nunca use minhas músicas para promover sua propaganda odiosa e racista”. Sabrina Carpenter também condenou o uso de sua canção “Juno” em material que retratava ações do ICE, descrevendo o vídeo como “maligno e repugnante” e pedindo para não envolverem sua música em “sua agenda desumana”.
O caso motivou reações públicas de diferentes artistas e colocou em destaque o debate sobre o uso de obras musicais em postagens oficiais que retratam violência.
Com informações de Portalpopline

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6