Lipy Adler consolidou, ao longo dos anos, uma trajetória marcada pela multiplicidade de linguagens artísticas. Natural do Rio de Janeiro, com passagens por cidades como Florianópolis, São Paulo, Montreal e Lisboa, o artista mescla vivências culturais que se refletem em cada uma de suas iniciativas.

Carreira nos palcos e na televisão

Formado em Artes Cênicas, Adler estreou aos 22 anos com a peça “O Último Virgem”, que permaneceu em cartaz por quase cinco anos. Durante esse período, garantiu uma vaga no filme “Era uma Vez”, de Breno Silveira, interpretando o surfista Ike ao lado de Thiago Martins. O desempenho rendeu convites para novelas da Record, incluindo o vilão Homem Pesadelo em “Os Mutantes”.

Do teatro ao cinema

Após o reconhecimento, ele escreveu e produziu “Quem Vai Ficar com Ela?” e dedicou-se à adaptação cinematográfica de “O Último Virgem”. Sem formação prévia no setor, levou quatro anos para concluir o roteiro e assegurar apoio da Downtown Filmes, Telecine, Paris Filmes e Paramount. Lançado em 2017, o longa integrou o top 20 de bilheteria nacional e, posteriormente, circulou por canais como TNT, Megapix, Globoplay e Netflix, onde ficou cinco semanas no Top 10 e atingiu a terceira posição no Brasil.

Projetos audiovisuais e atuações

No audiovisual, Adler assina o argumento e atua em “Carnaval”, produção original da Netflix que figurou no Top 10 em 33 países. Também escreveu, produziu e participou de “O Jogo”, exibido no Festival de Cartagena e disponível na Amazon Prime Video. Seu currículo de ator inclui ainda participações em “Eike: Tudo ou Nada”, “Os Farofeiros”, “Socorro, Virei uma Garota”, “Dois + Dois” e “Madame Durocher”.

Trajetória musical e carreira como DJ

Desde os 13 anos, Adler se dedica à música, estudando violão e canto. Integrou as bandas Markun 10 nos anos 2000 e Bandinha em 2019, no Rio de Janeiro. Durante a pandemia, aprofundou conhecimentos em produção musical na AIMEC e iniciou trabalho como DJ no restaurante Voulezvous, passando em seguida para festas e eventos dedicados ao Afro House e Melodic. Em pouco tempo, dividiu line-ups com Dubdogz, Bruno Be e Jetlag e tocou para 40 mil pessoas no Carnaval das Artes, em casas como Lagoon e Jockey Club.

Expansão internacional e novos gêneros

Ao se mudar para São Paulo, expandiu sua presença em casas de destaque e em festivais, como o Picnik Festival, no Ibirapuera. Em 2025, realizou sua primeira Euro Tour, com apresentações em Portugal e participação no Frenzy Experience, em Cascais, onde surgiu o projeto global “Follow the Summer”. Nos anos de 2024 e 2025, lançou onze faixas no Spotify e mais de 30 remixes no SoundCloud. Criou o “Reggaeton Brasileño”, que adapta sucessos sertanejos para uma sonoridade latina. Os primeiros singles, com vocais de Clarissa, são “Suite 14”, “Mientras Haya Razones” e “Malbec”.

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Próximos passos no cinema e na música

Adler busca o primeiro hit mundial e pretende ser headliner em grandes festivais. Em 2026, planeja lançar três canções autorais e estreia no cinema como produtor de “Despedida de Solteiro”, inspirado em “Se Beber, Não Case”, sob a bandeira da Imagem Filmes. Além desse longa, desenvolve quatro roteiros, um livro infantil intitulado “No Coração dos Brinquedos” e uma obra com temática espiritual.

Além de artista híbrido, é fundador da Cine Startup, empresa de educação audiovisual com foco em EdTech. Inspirado por Ayrton Senna, Cristiano Ronaldo e Keanu Reeves, Adler afirma que transforma sonhos em realidade por meio de técnica, disciplina e energia.

Com informações de Gazeta24h