As companhias aéreas brasileiras registraram lucro líquido consolidado de R$ 4,3 bilhões em 2025, segundo dados do Anuário do Transporte Aéreo 2025, publicado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado sinaliza uma reversão no desempenho financeiro do setor após anos de dificuldades.

De acordo com o levantamento da Anac, a melhora das contas em 2025 é atribuída à combinação de maior demanda por viagens, ganhos de eficiência operacional e alterações na estrutura de custos das empresas. O relatório aponta recuperação tanto do mercado doméstico quanto do internacional como fatores que contribuíram para o avanço dos resultados.

O setor vinha sendo impactado nos anos anteriores pelos efeitos da pandemia de Covid-19, pela alta nos preços do combustível e pela valorização do dólar. Em 2025, as companhias ajustaram suas operações para elevar a produtividade, o que favoreceu a retomada da rentabilidade.

O estudo da Anac indica que o combustível continuou sendo o principal item das despesas, porém com participação relativa menor: caiu de 30,6% para 29,4% do total de custos. Em contraste, houve aumento do peso de gastos relacionados a seguros, arrendamento e manutenção de aeronaves, que passaram de 18,8% para 21,2% do custo total.

Outro ponto destacado pelo anuário foi a redução do preço médio das passagens. Em termos reais, a tarifa doméstica média recuou 3,3% em comparação a 2024. O Yield Doméstico Médio, que mede a receita por quilômetro voado e reflete o valor efetivamente pago pelos passageiros, também caiu 4,9% no período.

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Apesar da queda nas tarifas e no yield, as empresas conseguiram ampliar a rentabilidade graças ao aumento da demanda e à melhor ocupação das aeronaves. O relatório ressalta, contudo, que desafios permanecem: volatilidade cambial, custos de leasing e as oscilações do preço do querosene de aviação seguem entre os principais determinantes do desempenho financeiro do setor nos próximos anos.

O resultado consolidado de R$ 4,3 bilhões marca, portanto, uma mudança de cenário para a aviação comercial brasileira, que avançou na recuperação em 2025 após o período de crise.

Com informações de Portalin