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O atacante Luis Suárez tem a chance de liderar o setor ofensivo da seleção colombiana nas oitavas de final da Copa do Mundo, nesta terça-feira (7), em Vancouver, depois da lesão de Jhon Córdoba. A tendência é que o jogador do Sporting de Lisboa seja escalado como titular no duelo contra a Suíça.

A Colômbia chega para o confronto invicta, com três vitórias e um empate na fase de grupos, e apresenta um volume elevado de finalizações no torneio: 28 arremates, mas apenas cinco gols marcados até o momento, número que preocupa a torcida.

Nascido há 28 anos em Santa Marta, cidade que revelou craques como Radamel Falcao García e Carlos “El Pibe” Valderrama, Suárez ainda não marcou em sua estreia em Copas do Mundo. Sua boa temporada pelo Sporting, porém, elevou a expectativa: na última edição do Campeonato Português ele anotou 28 gols, ficando atrás apenas de Harry Kane, que fez 36 na Bundesliga.

Lesão de Córdoba abre vaga

Desde o declínio de Falcao, artilheiro histórico da seleção com 36 gols, a Colômbia tem encontrado dificuldades para converter chances em gols. A recuperação do poder ofensivo parecia caminhar com a ascensão de Suárez, especialmente após a ausência do time na Copa de 2022, em que deixou de marcar em sete partidas do fim das Eliminatórias Sul-Americanas.

Córdoba saiu lesionado logo no início do jogo contra Gana, pelas oitavas de final (16-avos), e foi substituído aos 8 minutos por Suárez. Seis minutos depois, Suárez deu a assistência para o gol da vitória, marcado por Jhon Arias. Há temor de que Córdoba sofra uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda e fique fora do restante do torneio, o que aumentaria as chances de Suárez partir como titular caso o treinador Néstor Lorenzo adote essa opção.

“Parece que só brilhamos quando marcamos, mas, além disso, há muito trabalho a ser feito em prol do coletivo e não apenas agora. Já vínhamos fazendo isso em jogos anteriores”, disse Suárez após a partida.

Luis Suárez deve assumir comando do ataque da Colômbia nas oitavas contra a Suíça

Imagem: JUAN MABROMATA / AFP

Opções e pressões no ataque

O técnico argentino Néstor Lorenzo também pode recorrer ao atacante Juan Camilo “Cucho” Hernández como alternativa natural, ou improvisar Luis Díaz no setor ofensivo — jogador que contribuiu com um gol e uma assistência até aqui. Díaz comentou à ESPN sobre a necessidade de gols: “Vivemos desses gols para ganharmos muita confiança. Ele vai sair. Vou manter a calma e continuar trabalhando da mesma forma. Temos experiência nesse tipo de jogo. Não vou ficar obcecado com isso, e o importante é que estamos criando chances de gol”.

A adversária Suíça liderou seu grupo à frente do Canadá e eliminou a Argélia de Riyad Mahrez por 2 a 0 nas etapas anteriores. O jovem Johan Manzambi, de 20 anos, com três gols e duas assistências no torneio, é apontado pelo técnico suíço Murat Yakin como peça perigosa: “Ele tem sido um jogador especial e valioso desde o primeiro dia. Evoluiu a cada partida e é muito perigoso em todos os ataques”.

A defesa colombiana entrou na fase eliminatória com apenas um gol sofrido na competição disputada na América do Norte. A Suíça tenta alcançar as quartas de final pela primeira vez desde 1954; o vencedor do confronto entre Colômbia e Suíça enfrentará o ganhador do jogo entre Argentina e Egito.

Com informações de Gazetaesportiva