Três plataformas de inteligência artificial voltadas para a criação musical — Lyria, Suno e Udio — apresentam propostas distintas para gerar e editar faixas, indo de soluções mais simplificadas até ambientes de produção detalhados. O Canaltech avaliou recursos, limitações e perfis de uso para ajudar na escolha da ferramenta mais adequada.

O que cada IA oferece

Lyria é um modelo do Google pensado para gerar músicas de forma prática e intuitiva, com integração a produtos como Google Vids, AI Studio, Vertex AI e, principalmente, ao Gemini. A versão inicial do Lyria permitia criar faixas de até 30 segundos a partir de comandos de texto e referências em imagem ou vídeo. Com o lançamento do Lyria 3 Pro, o limite passou a ser de até três minutos e o usuário ganhou maior controle estrutural via prompt, incluindo possibilidade de pedir introduções, variações, refrões e pontes. A integração com o Nano Banana permite ainda gerar capas personalizadas para as criações.

Suno se destaca por recursos avançados de edição e por reunir ferramentas que aproximam o usuário de um fluxo profissional. Entre as funcionalidades estão o sistema de Personas, que direciona estilo e identidade vocal, e o Suno Studio, ambiente que combina ferramentas tradicionais de produção com capacidades de IA. A plataforma possibilita extrair até 12 faixas separadas (stems) por música e aceita uploads de até oito minutos, favorecendo produções mais completas.

Udio foca em permitir edições minuciosas e processos iterativos. A ferramenta oferece controle detalhado sobre vozes, edição de letras e a criação simultânea de várias versões de uma mesma música, o que facilita comparações e refinamentos até a versão final. Usuários podem fazer uploads de trechos de áudio com introduções, inserir letras e orientar a geração por referências de estilo.

Destaques, limitações e perfis indicados

O Lyria tem como ponto forte a experiência intuitiva no Gemini, sendo indicado para quem prefere comandos em linguagem natural; como limitação, oferece menos profundidade de produção que os concorrentes. O Suno reúne um conjunto robusto de ferramentas, adequado para quem busca um fluxo de trabalho completo, mas as faixas geradas inicialmente podem soar mais genéricas sem curadoria. O Udio proporciona personalização e refinamento detalhado, porém exige acompanhamento mais próximo do usuário em vez de um processo completamente automatizado.

Imagem: RDNE Stock project/Pexels

A escolha entre as três plataformas depende do nível de intervenção desejado: praticidade e testes rápidos (Lyria), recursos avançados e produção integrada (Suno) ou edição minuciosa e múltiplas versões (Udio).




Com informações de Canaltech