Um ferry totalmente movido a baterias, identificado como China Zorrilla, tem previsão de iniciar operações na América do Sul em 2026 e passa a ser apontado como o maior navio elétrico já construído. A embarcação foi encomendada pela operadora uruguaia Buquebus e fabricada pelo estaleiro australiano Incat, em Hobart, na Tasmânia.

O navio foi projetado para a travessia entre Buenos Aires (Argentina) e Colonia del Sacramento (Uruguai), uma rota de aproximadamente 55 km pelo estuário do Rio da Prata. Medindo cerca de 130 metros de comprimento, o China Zorrilla tem capacidade para transportar até 2.100 passageiros e aproximadamente 225 veículos por viagem.

Como funciona e impacto ambiental

O sistema de propulsão é alimentado por uma bateria com cerca de 40 megawatt-hora, característica que classifica a embarcação não só como o maior navio elétrico do mundo, mas também como o maior veículo elétrico já construído. Por operar exclusivamente à base de baterias, o ferry não emite poluentes diretos durante as travessias, em contraste com embarcações que utilizam combustíveis fósseis.

Além da capacidade para passageiros e carros, o projeto prevê um amplo espaço interno destinado a serviços e conveniências a bordo, com objetivo de oferecer nível de conforto competitivo frente aos ferries tradicionais.

Cronograma e logística

O China Zorrilla foi lançado em maio de 2025 e realizou testes no estaleiro antes de programar a viagem de reposicionamento rumo à América do Sul, marcada para o início de 2026. A expectativa é que as operações comerciais comecem no início de maio, após a conclusão dos preparativos e do treinamento das equipes responsáveis pelo navio.

Imagem: Divulgação

Limitações tecnológicas

Especialistas apontam que, apesar do avanço representado pela embarcação, a tecnologia de baterias ainda impõe restrições, mantendo elétricos mais viáveis em rotas curtas e intensivas onde existe possibilidade de recarga compatível com o trajeto. Essas limitações ainda dificultam a aplicação em viagens oceânicas de longa duração.

O início das operações do China Zorrilla marca um movimento relevante para a eletrificação do transporte aquaviário em rotas regionais, ao mesmo tempo em que evidencia desafios a serem superados para ampliações futuras.

Com informações de Portalin