Morando na França há quase dez anos, a atriz Maria Fernanda Cândido viaja a Los Angeles para participar, como convidada, da 98ª edição do Oscar, neste domingo à noite. Ela acompanhará de perto a repercussão do filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura.
Para a cerimônia, a atriz optou por um vestido da estilista Vivienne Westwood combinado com peças de alta joalheria da Tiffany & Co.. Com essa escolha, Maria Fernanda passa a ser a primeira brasileira a desfilar criações dessa coleção da maison no tapete vermelho do Oscar.
Em entrevista, a atriz comentou o atual momento do cinema brasileiro e como tem acompanhado, à distância, a visibilidade internacional das produções nacionais. Ela afirmou que, mesmo residindo na França, sente uma vibração coletiva parecida com a de uma Copa do Mundo em torno das indicações e premiações. Segundo Maria Fernanda, O Agente Secreto foi bem recebido em diversos países e consegue falar do Brasil ao mesmo tempo em que dialoga com audiências estrangeiras; ela também elogiou a atuação de Wagner Moura.
A atriz lembrou que os avanços recentes do cinema brasileiro são frutos de décadas de trabalho dos profissionais do setor e definiu que o país alcançou um grau de maturidade capaz de tratar temas universais mantendo identidade cultural e tradições cinematográficas.
Ao relembrar sua trajetória internacional, Maria Fernanda citou filmes importantes em sua carreira, como O Traidor (2019), de Marco Bellocchio, que lhe permitiu ir ao Festival de Cannes pela primeira vez, e Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. Ela citou ainda trabalhos como La Chambre des Merveilles, de Liza Azuelos, além de produções italianas e brasileiras, e afirmou que costuma escolher projetos que façam sentido para seu percurso artístico.
Sobre as expectativas para o Oscar, a atriz disse acreditar em O Agente Secreto como um concorrente importante, apesar da forte concorrência, e revelou que a equipe do filme vai se preparar em Los Angeles, hospedada no mesmo hotel e possivelmente seguindo junta para a cerimônia.
Imagem: Divulgação
Maria Fernanda também falou sobre sua experiência no teatro em Paris, apontando diferenças administrativas e burocráticas entre países, mas ressaltando que, do ponto de vista artístico, o contato com o público e o instante da atuação são semelhantes.
Quanto a projetos futuros, ela informou ter compromissos teatrais programados para 2026 e 2027 e disse estar avaliando propostas para audiovisual, sem detalhes por enquanto.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6