A partir de hoje, 27 de janeiro, os ingressos para o espetáculo “Redescobrir vol. 2” começam a ser vendidos. A turnê, em que Maria Rita revisita o legado de Elis Regina (17/03/1945 – 19/01/1982), terá sua primeira apresentação em 13 de março de 2026, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre (RS).
O show marca o retorno do tributo iniciado em 2012, quando a cantora lançou o álbum ao vivo “Redescobrir” e excursionou com repertório inteiramente dedicado à obra de sua mãe. A escolha de Porto Alegre para a estreia nacional não é por acaso: a capital gaúcha celebra os quatro dias que antecedem o 81º aniversário de Elis.
Possíveis faixas no repertório
Embora Maria Rita ainda não tenha divulgado a lista oficial de canções, o vasto catálogo de Elis Regina permite diversas apostas. Na seara do samba, gênero que predomina na carreira da cantora paulista, destacam-se “Cai dentro” (Baden Powell/Paulo César Pinheiro) e “Eu, hein, Rosa!” (João Nogueira/Paulo César Pinheiro), ambas gravadas por Elis em 1979. Outro clássico com forte apelo é “Upa neguinho” (Edu Lobo/Gianfrancesco Guarnieri), eternizado pela interpretação de 1966.
O ano de 2026 também celebra os 80 anos de Aldir Blanc e João Bosco, parceria decisiva na discografia de Elis. Obras-primas como o bolero “Dois pra lá, dois pra cá” e o samba “O mestre-sala dos mares” — presentes no álbum “Elis” (1974) — podem aparecer na seleção, já que ficaram de fora do primeiro “Redescobrir”.
Homenagem a Milton Nascimento e outros compositores
Milton Nascimento, figura-chave para Elis e para Maria Rita, também deve figurar no repertório. Entre as composições possíveis estão “Ponta de areia” (Milton Nascimento/Fernando Brant), “Cais” (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos) e “Nada será como antes” (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos), todas registradas por Elis em meados da década de 1970.
Imagem: Divulgação
Além dos nomes já citados, a imensa produção musical de Elis abre espaço para sucessos como “Casa no campo” (Tavito/Zé Rodrix), “Atrás da porta” (Francis Hime/Chico Buarque), “Mucuripe” (Belchior/Fagner) e “Velha roupa colorida” (Belchior). No lado B, preciosidades como “Basta de clamares inocência” (Cartola), “Cabaré” (João Bosco/Aldir Blanc) e “Sentimental eu fico” (Renato Teixeira) podem compor o roteiro.
Com tantas opções, especula-se que Maria Rita acumule material suficiente para planejar um terceiro volume de “Redescobrir” no futuro, mantendo viva a memória de uma das maiores intérpretes da música brasileira.
Com informações de G1

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6