A cantora e compositora Mariana Da Cruz, atualmente estabelecida em Berna, lançou seu mais recente álbum de estúdio, intitulado “Som Sistema”. Composto por 11 faixas, o projeto inaugura o gênero Urban Afro-Brazilian Music, que combina referências africanas e brasileiras com batidas eletrônicas contemporâneas.

Uma fusão de estilos globais

No álbum, Mariana Da Cruz transita por vertentes como o Amapiano sul-africano, o Shatta caribenho e o Baile Funk brasileiro. Elementos de Kuduro angolano e Trap nacional também são incorporados, resultando em uma sonoridade autônoma e atual.

Desde o ano passado, singles como “Chata”, “Uma Hora Mais”, “Rolexxx”, “Tudo Bem Mais Complicado” e “Nosso País” vêm recebendo destaque em rádios internacionais de prestígio, incluindo KEXP, KCRW e Radio France International.

Temática engajada

“Som Sistema” aborda temáticas críticas, como os efeitos do colonialismo, a apropriação de terras indígenas no Brasil e as tensões sociais contemporâneas. A proposta do álbum une a energia da música de pista a reflexões sobre amor, redenção e pertencimento.

Trajetória da artista

Natural de Paranapanema, no interior de São Paulo, Mariana Da Cruz teve na sintonia de rádios a sua principal escola musical. Formada como professora em Campinas, transferiu-se para Lisboa, onde conheceu Ane H. (ex-Swamp Terrorists) e fundou a banda Da Cruz em 2008.

Imagem: Da Cruz – Som Sistema – Design

Carreira independente

Ao longo de sua trajetória, a banda lançou seis álbuns de forma independente por meio da própria gravadora, conquistando espaço no mercado europeu e americano. Críticas em veículos como The Independent, Le Monde, Rolling Stone e USA Today celebraram seus trabalhos anteriores, entre eles “Sistema Subversiva” (2011), lançado nos Estados Unidos pela Six Degrees Records.

O novo disco “Som Sistema” já está disponível em todas as plataformas de streaming digital, marcando mais um capítulo na trajetória de Mariana Da Cruz.

Com informações de Jornaldorap