Transmissão: Band
Uma queda na satisfação no ambiente de trabalho tem preocupado empresas globalmente: pesquisas indicam que apenas 51% dos funcionários se consideram frequentemente felizes no trabalho. Estudos também associam essa felicidade ao desempenho: funcionários felizes têm 42% mais probabilidade de relatar-se produtivos ou motivados.
Medidas adotadas por organizações, como dias de trabalho em casa, aulas de mindfulness e aplicativos de bem-estar, mostram resultados limitados. Pesquisas da Universidade de Oxford apontam que essas ações não produzem efeito perceptível no bem-estar mental dos empregados.
Papel da liderança
Relatórios apontam a gestão como fator determinante para a saúde mental e a motivação no trabalho. O State of the Global Workplace 2025, da Gallup, concluiu que funcionários em empresas com práticas gerenciais deficientes têm quase 60% mais probabilidade de sofrer estresse do que os de organizações com gestão eficaz. A análise também indica que o impacto dos gestores sobre a saúde mental dos funcionários pode ser comparável ao de parceiros pessoais, médicos ou terapeutas.
Quando trabalhadores se sentem reconhecidos e acreditam que seu trabalho é valorizado, há reflexos claros nos indicadores organizacionais: engajamento, confiança e retenção tendem a melhorar. Funcionários que usam seus pontos fortes diariamente chegam a ficar quase seis vezes mais engajados. Empresas com alto engajamento registram 78% menos absenteísmo e taxas de rotatividade reduzidas. Além disso, quando percebem que os gestores se preocupam com seu bem-estar, eles são 73% menos propensos a sofrerem esgotamento e 53% menos inclinados a buscar outro emprego.
Coaching operacional e modelo STAR
Como alternativa às iniciativas de bem-estar isoladas, o texto destaca o Coaching Operacional como abordagem de gestão capaz de aumentar motivação e desempenho. Essa metodologia baseia-se em questionamentos estruturados para estimular a autonomia e a aprendizagem dos colaboradores.
O modelo STAR, central para essa prática, reúne quatro etapas: Pare (resistir à tentação de resolver imediatamente), Pense (avaliar se há oportunidade de aprendizado), Pergunte (usar questões poderosas e ouvir ativamente) e Resultado (garantir compromisso com ações e planejar acompanhamento).
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Ao aplicar perguntas pertinentes e escuta ativa no cotidiano, gestores ajudam equipes a desenvolver autonomia, promovendo uma cultura de melhoria contínua e fortalecendo habilidades individuais.
Resultados de pesquisa
Um estudo controlado randomizado em larga escala, financiado pelo governo do Reino Unido e conduzido pela London School of Economics (LSE), avaliou a eficácia do programa STAR Manager em 62 organizações de 14 setores. Gestores que participaram passaram a dedicar 70% mais tempo ao coaching no fluxo de trabalho. As organizações do grupo de intervenção também registraram uma melhoria de seis vezes na retenção de funcionários, e 48% dos sucessos reportados foram relacionados ao aumento do engajamento e da produtividade.
Os dados sugerem que treinar gestores para adotar um estilo de liderança orientado à investigação e ao desenvolvimento humano pode elevar motivação, retenção e desempenho nas empresas.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6