O pastor Jesse Jackson, reconhecido internacionalmente por sua atuação em defesa dos direitos civis, morreu aos 84 anos, informou a família nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026. No comunicado familiar, os parentes destacaram o papel do ativista na luta por justiça social e no amparo à população negra ao longo de muitas décadas.

“Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo”, declarou a família Jackson em nota oficial.

Trajetória e militância

Jesse Jackson nasceu em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul. Ainda jovem, começou a se envolver em atividades políticas e vivenciou diretamente o sistema de segregação racial que vigorava no sul dos Estados Unidos. Sua experiência pessoal com a discriminação moldou sua atuação posterior como dirigente comunitário e religioso.

Na década de 1960, Jackson ganhou destaque dentro da Conferência de Liderança Cristã do Sul, organização que teve entre seus líderes nomes como Martin Luther King Jr. Sob a orientação de King, Jackson assumiu papéis de maior visibilidade na mobilização por direitos civis e reformas sociais.

Ligação com Martin Luther King Jr.

Considerado um dos aliados mais próximos de Martin Luther King Jr., Jackson esteve presente em momentos cruciais do movimento pelos direitos civis. Ele estava em Memphis no dia 4 de abril de 1968, quando King foi assassinado — um episódio que teve grande impacto em sua trajetória e reforçou seu compromisso contínuo com o ativismo.

Imagem: Divulgação

A morte de Jesse Jackson representa o fim de uma longa participação pública, encerrando uma trajetória que abrangeu o período de 1941 a 2026. Ao longo dos anos, seu trabalho tornou-se referência para movimentos antirracismo e de igualdade social em diversas partes do mundo, consolidando sua reputação como uma das figuras mais influentes da resistência por direitos civis no século XX e início do XXI.

O legado do pastor permanece presente em organizações, lideranças e campanhas que buscam ampliar direitos e combater desigualdades, mantendo sua influência no debate público mesmo após seu falecimento.

Com informações de Jornaldorap