Na última semana, motoboys do Rio de Janeiro organizaram manifestações em diversas vias da cidade em repúdio aos assassinatos de três entregadores durante o exercício da profissão. Segundo representantes da categoria, os colegas foram mortos por assaltantes nas últimas semanas, o que motivou o movimento em busca de “justiça pelos irmãos” e de ações concretas de segurança pública.
Os profissionais percorreram importantes ruas e avenidas da capital fluminense exibindo faixas e cartazes com as fotos dos trabalhadores mortos. A mobilização teve início na região central e avançou por bairros como Méier e Tijuca, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para a vulnerabilidade enfrentada diariamente por quem depende da motocicleta para o sustento.
Demandas por medidas de segurança
Durante o protesto, os motoboys cobraram do poder público a implementação de políticas mais eficazes de prevenção à violência urbana, incluindo o aumento do policiamento em pontos considerados críticos, a instalação de câmeras de monitoramento e ações de fiscalização intensiva contra quadrilhas especializadas em assalto a entregadores.
Em declarações coletadas por organizadores da mobilização, os manifestantes afirmaram que as mortes recentes comprovam os riscos extremos da rotina de trabalho. “Não dá para continuar levando a vida na base do susto. Perdemos amigos que saíram de casa para trabalhar e não voltaram mais”, disse um dos líderes do ato, em entrevista à imprensa.
Apoio nas redes sociais e de artistas
O protesto ganhou repercussão nas redes sociais por meio de perfis dedicados à causa, como @motoboy_do_corre_rj, que registraram em vídeo o trajeto e as falas dos participantes. Grande parte da população demonstrou solidariedade à categoria, com postagens de apoio e uso de hashtags relacionadas ao tema.
Imagem: Ap
Além disso, artistas da cena urbana também manifestaram seu apoio. Os rappers Filipe Ret e Oruam usaram suas plataformas digitais para repercutir as denúncias e reforçar a necessidade de intervenções imediatas por parte do Estado, ampliando o alcance das reivindicações dos entregadores.
Os motoboys afirmam que manterão a mobilização até obter respostas claras das autoridades, a fim de garantir condições mínimas de segurança e evitar novas tragédias na categoria.
Com informações de Jornaldorap

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6