Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (9), a procuradora do Estado de Roraima, Rebeca Ramagem, explicou que o pedido de licença médica de 60 dias, a partir de 22 de dezembro, decorreu de “impactos reais, concretos, emocionais e psicológicos” vivenciados por sua família nos últimos meses. Segundo ela, a medida não foi uma escolha pessoal, mas uma “necessidade clínica” apontada por profissionais da saúde diante de um contexto “desumano e cruel”.
Rebeca reside atualmente nos Estados Unidos, onde acompanha o marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL), que se encontra foragido da Justiça. O afastamento médico, conforme relatado pela procuradora, ocorreu após um período de férias iniciado em novembro e prorrogado até 19 de dezembro. Ainda segundo ela, o Departamento de Recursos Humanos recebeu o atestado médico apenas em 24 de dezembro, já durante o recesso do Judiciário, que foi de 20 de dezembro a 5 de janeiro.
No comunicado, a procuradora ressaltou que trabalhou normalmente ao longo de 2025 e exerceu o direito a férias legais. Mesmo assim, relatou ter tido o salário suspenso, o 13º salário não pago e as contas bancárias bloqueadas por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
“Estamos falando de verba alimentar, que garante a subsistência não apenas minha, mas das minhas filhas”, declarou Rebeca, referindo-se às filhas de 14 e 7 anos. Ela afirmou ainda que a combinação de mandado de busca, bloqueio de recursos financeiros e incerteza jurídica gerou um cenário de “tortura psicológica” para toda a família.
Para reverter o bloqueio, a procuradora apresentou mandado de segurança ao ministro André Mendonça, argumentando que não foi notificada previamente da decisão que interrompeu seus rendimentos. Na peça jurídica, avalia-se que a medida resultou em “insegurança alimentar” para ela e as filhas.
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Rebeca destacou que seu afastamento é temporário e que poderia manter as atividades em regime de teletrabalho, modalidade adotada desde 2016. “Os processos são digitais. Os tribunais superiores operam em sistemas totalmente online”, afirmou, garantindo que, assim que receber alta médica, retornará integralmente às funções.
Desde 2020, ela ocupa cargo na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima em Brasília, atuando em ações nos tribunais superiores. Ao concluir o pronunciamento, a procuradora ressaltou que a questão transcende o aspecto administrativo e envolve “a proteção da dignidade humana, da saúde mental e do direito básico”.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6