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Durante o primeiro fim de semana do Coachella, apresentações de artistas pop femininas chamaram a atenção do público e da crítica, ocupando espaço central nas conversas sobre o festival. Shows de nomes como Slayyyter, Sabrina Carpenter, FKA Twigs e a headliner Karol G foram citados como destaques pela intensidade das performances e pela resposta do público.
Slayyyter subiu ao palco da tenda Mojave por volta das 15h, com produção simples e figurino autoral, e conseguiu grande reação da plateia durante faixas como “YES GODDD”. Imagens de drone mostraram a extensão do público que acompanhou a apresentação, apesar do horário e da estrutura mais modesta.
Sabrina Carpenter ocupou o palco principal em uma apresentação recheada de referências cinematográficas — de Dirty Dancing a The Rocky Horror Picture Show — e vinha de uma transição de turnê que promoveu seu álbum mais recente Man’s Best Friend. Mais da metade do set list no festival foi dedicada a músicas desse disco, com a passagem entre sucessos antigos e novas faixas usada para marcar uma nova fase da carreira.
No encerramento do primeiro fim de semana, FKA Twigs entregou um momento emocional durante “Cellophane”, quando a intérprete interrompeu as palavras ao chorar, gerando um dos pontos altos da noite. Trocas de figurino rápidas e a presença de dançarinos também compuseram a performance.
O papel histórico das mulheres no Coachella foi ressaltado por marcos recentes: a apresentação de Beyoncé em 2018, imortalizada pelo documentário Homecoming; o Blackpink, primeiro grupo feminino de K-pop no festival em 2019 e headliner em 2023; e, em 2026, Karol G como a primeira latina a fechar a programação principal, em show que incluiu narrativa em espanhol com traduções em inglês e mensagens sobre orgulho cultural.
Outros momentos históricos incluíram o BINI, primeiro grupo filipino no Coachella, que mesclou idiomas locais e inglês em sua apresentação. A cobertura ressalta ainda que, antes de 2017, nenhuma mulher havia sido atração principal desde Björk em 2007, quando Lady Gaga só retornou ao posto de headliner dez anos depois.
No debate sobre seleção de headliners, o texto relembra 2022, quando a desistência de Kanye West levou os organizadores a convocar Swedish House Mafia e The Weeknd, enquanto Doja Cat ficou reservada para 2024 e fez história ao ser a principal do festival como representante feminina do rap, com repertório dominado pelo álbum Scarlet.
Imagem: Divulgação
PinkPantheress apresentou repertório ampliado pelo álbum de remixes Fancy Some More?, abrindo com “Stateside”, faixa que chegou ao nono lugar na Hot 100, e trouxe convidados como Thundercat, Tyriq Withers e The Dare para a performance.
O festival também refletiu questões sobre a nova geração do pop: artistas como Addison Rae integraram a programação, enquanto nomes como Dua Lipa e Olivia Rodrigo participaram como convidadas em shows alheios, sem palcos próprios nesta edição. Rumores sobre possíveis convites a SZA foram publicamente desmentidos pela cantora, que afirmou estar em Nova York e não envolvida em acordo para substituir outro artista.
Entre os temas do mundo pop no evento, a ausência temporária de Manon Bannerman no Katseye gerou especulação; o grupo estreou no Coachella como quinteto e anunciou um terceiro EP, Wild, de cinco faixas, a ser lançado daqui a quatro meses, prometendo continuidade de sua trajetória: “Haverá muitos outros Coachellas depois de hoje”, declarou o grupo durante a apresentação.
O balanço do primeiro fim de semana mostra que as artistas femininas dominaram a repercussão do Coachella, tanto por performances individuais quanto por marcos simbólicos e representativos dentro da programação do festival.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6