TRANSMISSÃO: Globo | Record | SBT

A Copa do Mundo será exibida no Brasil por três emissoras diferentes, em um desdobramento que marca a volta do SBT ao torneio após 28 anos. A retomada da presença da emissora no evento foi viabilizada por uma aliança com a N Sports, que adquiriu direitos e fechou acordo para levar parte da cobertura ao canal de televisão aberta.

Como surgiu a negociação

A N Sports, que já tinha interesse em incluir uma grande competição em sua grade, procurou entidades esportivas para mapear direitos disponíveis. Segundo André Barros, coCEO da N Sports e CEO da NWB, a candidatura ao torneio não estava inicialmente prevista no planejamento da empresa, e a oportunidade surgiu após conversas com a Fifa sobre a possibilidade de sublicenciamento.

De acordo com fontes consultadas pela reportagem, o pacote discutido chegou a ser tratado com SBT e Record em fases preliminares, mas sem avanços. A N Sports afirma ter usado como diferencial a formação de parcerias com players de TV aberta para alcançar maior abrangência de mídia, e destacou que mantém bom relacionamento com executivos da LiveMode, o que levou à entrada na concorrência pelo direito.

O papel do SBT e a participação de Galvão Bueno

O acordo com o SBT se consolidou no momento em que a emissora paulista já buscava contar com Galvão Bueno para desenvolver um projeto relacionado à Copa — que resultou no programa Galvão FC. Galvão, conhecido por ser a voz de 13 Copas do Mundo na Globo, integra o time que contribuiu para a configuração da atração do SBT.

Modelo de exibição e ocupação de janelas

Para a transmissão do Mundial, N Sports e SBT optaram pelo simulcast, com o mesmo conteúdo sendo reproduzido nos dois canais. As empresas também prepararam um plano de mídia conjunto para oferecer espaços publicitários que ocupem simultaneamente ambas as janelas.

A N Sports sinaliza que a estratégia evita canibalização, pois os conteúdos são distribuídos em janelas distintas que não concorrem diretamente entre si. A parceria possibilita compartilhamento de custos e receitas com base nessa segmentação de horários e públicos.

Imagem: Divulgação

Além da exibição em TV aberta e por assinatura, a N Sports distribuirá conteúdo em seu canal no YouTube, em outras plataformas do hub NWB e em canais Fast, apostando também no crescimento das TVs conectadas.

Outras parcerias e perspectiva de mercado

No portfólio da N Sports há outros acordos de distribuição, como a transmissão do Brasileirão feminino em parceria com a Globo. A empresa relaciona essas iniciativas ao cenário de fragmentação dos direitos esportivos e ao aumento dos custos, em especial pela influência do dólar, o que torna as parcerias uma alternativa para acomodar diferentes competições e reduzir conflitos de audiência.

A parceria entre N Sports e SBT define, assim, a presença do canal de TV aberta na Copa e amplia a estratégia de distribuição da N Sports em múltiplas plataformas.

Com informações de Meioemensagem