A NASA convidou cientistas cidadãos a participar do projeto Impact Flash, iniciativa que busca registrar clarões produzidos por meteoroides ao colidirem com a superfície lunar. A ação tem como objetivo reunir observações visuais e instrumentais que auxiliem no estudo das taxas de impacto e na preparação para uma presença humana permanente na Lua.
Quem, o que e quando
O projeto é coordenado pelo Geophysical Exploration of the Dynamics and Evolution of the Solar System (GEODES), da Universidade de Maryland, com financiamento da NASA. Ben Fernando, cientista planetário do Laboratório Nacional de Los Alamos e líder do Impact Flash, afirma que as medições obtidas pelos voluntários serão usadas para investigar terremotos lunares e identificar suas possíveis fontes.
Frequência e energia dos impactos
Dados citados pela iniciativa apontam que cerca de 100 meteoroides do tamanho de bolas de pingue-pongue atingem a Lua diariamente. Cada um desses impactos libera energia equivalente a sete quilos de dinamite. Além disso, aproximadamente a cada quatro anos um meteoro com pelo menos 2,4 metros de diâmetro colide com a superfície lunar com força equivalente a um quiloton de TNT.
Observações recentes
Durante o sobrevoo histórico realizado em 6 de abril, os astronautas da missão Artemis 2 avistaram alguns desses “flashes de impacto”, clarões de curta duração que ocorrem quando meteoroides atingem o lado escuro da Lua. Essas observações fornecem dados importantes sobre a ocorrência atual de impactos.
Como participar
Voluntários interessados devem dispor de equipamento específico: um telescópio com espelho ou lente de pelo menos dez centímetros, capacidade de rastreamento automático e gravação de vídeo entre 25 e 30 quadros por segundo. Os participantes são incentivados a identificar novos flashes com o auxílio de software de acesso público e a enviar todos os clipes ao banco de dados oficial do Lunar Impact Flash.
Imagem: Divulgação
Aplicações científicas
As observações coletadas pelo Impact Flash servirão não só ao planejamento de futuras bases lunares, mas também à compreensão da estrutura interna da Lua por meio de análises sísmicas. A iniciativa ressalta a diferença entre Terra e Lua: enquanto a atmosfera terrestre queima a maioria dos meteoritos pequenos, a Lua sofre impactos diretos diariamente, informação crucial para projetar habitats lunares mais seguros.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6