A NASA deu início à integração do foguete que levará a missão Artemis 3 ao espaço em 2027, com a chegada ao Edifício de Montagem de Veículos (VAB) de um segmento do propulsor lateral de combustível sólido.
O componente entregue é o segmento inferior do propulsor sólido esquerdo (SRB) — um dos dois aceleradores que serão acoplados às laterais do foguete Space Launch System (SLS). Juntos, os dois propulsores geram cerca de 3,2 milhões de kgfm, respondendo por mais de 75% da potência do veículo no momento da decolagem.
Cronograma e sequência de montagem
Segundo a agência, a montagem completa do foguete será iniciada em breve, enquanto a equipe se prepara para enviar a tripulação a bordo da cápsula Orion para testes de encontro e acoplamento necessários às futuras operações lunares. O estágio central do SLS já havia chegado ao VAB em maio; nesse caso, a seção dos motores não veio acoplada e será instalada posteriormente, o que pode gerar um período entre essa instalação e a integração dos demais componentes.
A experiência da Artemis 2 serve como referência: naquela missão, a NASA levou cerca de um ano para concluir a montagem do SLS após a chegada de todos os componentes ao VAB. Esse histórico oferece uma margem reduzida para que a Artemis 3 cumpra o cronograma previsto, que aponta lançamento entre meados e o fim de 2027, embora a montagem completa do veículo possa não começar de imediato.
Ensaios e envio de componentes
O administrador da NASA, Jared Isaacman, disse que a agência pretende realizar um ensaio geral de abastecimento, o chamado wet dress rehearsal, antes do fim deste ano. Enquanto isso, outros segmentos dos propulsores sólidos e componentes do SLS continuarão a ser transportados ao prédio de montagem.
Características dos propulsores
Cada um dos dois propulsores sólidos tem cerca de 54 metros de altura e é preenchido com uma mistura de polibutadieno acrilonitrila (PBAN), perclorato de amônio e pó de alumínio. Em conjunto, os propulsores pesam aproximadamente 1,45 milhão de quilos. Ao contrário de motores a combustível líquido, os propulsores sólidos não podem ser desligados após a ignição, e os quatro motores RS-25 do estágio central, isoladamente, não seriam capazes de colocar o foguete em voo.
Imagem: Divulgação
Objetivo da missão e testes orbitais
A Artemis 3 será a segunda missão tripulada do programa Artemis e terá como foco validar tecnologias e procedimentos para futuros pousos na Lua. Diferente da Artemis 2, a missão não seguirá até a órbita lunar; a cápsula Orion permanecerá em órbita baixa terrestre por cerca de duas semanas. Durante esse período, a tripulação de quatro astronautas realizará testes de encontro e acoplamento com protótipos de módulos de pouso contratados pela NASA.
Os encontros orbitais incluirão o módulo Blue Moon, da Blue Origin, que permitirá aos astronautas acessar a cabine para testar componentes de trajes extraveiculares (EVA). Em seguida, a Orion deve acoplar-se à Starship, da SpaceX, em uma versão Starship V3 equipada com um adaptador de acoplamento, porém sem cabine para tripulação. A SpaceX informou que a Starship não terá um sistema completo de suporte à vida pronto a tempo da Artemis 3.
Se mantido o cronograma atual, o primeiro pouso lunar pelo programa Artemis está previsto apenas para a missão Artemis 4, programada para o fim de 2028. A Artemis 3 terá, portanto, papel central na validação de procedimentos, espaçonaves e tecnologias que tornarão possível esse pouso.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6