O cantor e ativista Neil Young publicou em 29 de janeiro, em seu site Neil Young Archives, um artigo contundente no qual anuncia o cancelamento de serviços de empresas que, segundo ele, financiam o governo de Donald Trump. Na mensagem, Young direciona críticas a Verizon, T-Mobile e Apple, afirmando que não quer mais repassar dinheiro a companhias que apoiam o que chama de “regime fascista” do ex-presidente.

No texto, Young explica que pretende abandonar o serviço da Verizon, responsável por sua linha de flip phone. “É o dinheiro que dou à Verizon que está fazendo o estrago, não meu aparelho antigo”, escreveu o músico. Ele avalia migrar para a T-Mobile, mas logo descobre que a empresa também fez doações ao fundo de Trump para reformas do Salão de Baile da Casa Branca, cujo valor teria saltado de US$ 200 milhões para US$ 400 milhões sem prestação de contas clara.

O compositor ressalta seu histórico de posicionamentos políticos. Recentemente, ele repeliu o ICE (serviço de imigração dos EUA) e criticou deportações, além de ter retirado suas músicas da Amazon em outubro, em protesto contra as relações de Jeff Bezos com Trump. Neste mês, o descontentamento de Young aumentou com as mortes de duas pessoas em operações do ICE em Minneapolis: Renée Good, em 7 de janeiro, e Alex Pretti, em 24 de janeiro.

“Estou cancelando contato com cada uma dessas empresas”, declarou Young, argumentando que não pode continuar repassando àquelas que, em sua visão, custeiam execuções ilegais de cidadãos americanos. “Não só em Minnesota, mas em toda a América, pessoas estão sendo abatidas nas ruas.”

Em seguida, o músico voltou-se para a Apple e seu CEO, Tim Cook, acusando-o de ter participado da pré-estreia do filme Melania na Casa Branca e de estar “se rebaixando” em favor do governo Trump. Young ameaçou processar a companhia caso seu computador deixe de funcionar sem o caro upgrade exigido pela empresa. “Vou ligar agora para meu manager financeiro para garantir que não haverá nenhuma atualização da Apple”, afirmou.

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Por fim, ele diz que reavaliará seu vínculo com a Warner Music Group, atual distribuidora de suas obras, e promete manter seus seguidores informados sobre os próximos passos.

Com informações de Billboard