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Neymar, de 34 anos, aguarda sua estreia na quarta Copa do Mundo pela seleção brasileira e segue sendo um produto comercial de alto valor, apesar das recentes lesões e da imagem que provoca opiniões divergentes.
Convocado em maio pelo técnico Carlo Ancelotti para o torneio, o atacante do Santos marcou presença nas ações de patrocinadores nas redes sociais. A Puma, uma das marcas que o patrocina, divulgou a convocação com destaque. Entre seus contratos mais relevantes estão acordos com Puma, Red Bull e Mercado Livre.
Segundo a revista Forbes, Neymar é o terceiro atleta no mundo em receita com publicidade e patrocínio, com cerca de 30 milhões de dólares por ano (R$ 151,2 milhões). Apenas Lionel Messi (70 milhões de dólares) e Cristiano Ronaldo (50 milhões de dólares) têm ganhos maiores nessa rubrica.
Lesões e críticas
Embora sua presença fora de campo seja relevante, Neymar tem sido mais restrito em campo nos últimos anos por causa de lesões. Pelo Santos, participou de oito dos 18 jogos do Campeonato Brasileiro até o momento, com quatro gols e duas assistências.
Uma lesão muscular na panturrilha direita o impediu de atuar na estreia da seleção na Copa do Mundo, no sábado, contra o Marrocos (1 a 1). A comissão técnica informa que ele pode ficar à disposição para o jogo de sexta-feira contra o Haiti.
Após a convocação, o jornalista Mauro Cezar Pereira criticou a decisão de Ancelotti, afirmando que o treinador “se submeteu” a um “circo” para aproveitar o merchandising. O próprio Ancelotti, porém, disse ter tomado a decisão “sem nenhum tipo de pressão externa”.
Tendência
Para Ancelotti, a chamada de Neymar não se limita à qualidade técnica, mas inclui experiência e o papel de exemplo para os jogadores mais jovens do grupo. Jogadores do elenco reconhecem a influência do atacante: Vinícius Júnior afirmou que “Ele é o meu ídolo (…) Todos os movimentos que aprendi foi vendo ele” jogar.
Renê Salviano, CEO da agência Heatmap, descreve Neymar como “um canhão de mídia” e destaca que, mesmo dividindo opiniões, ele é figura de grande impacto. Reginaldo Diniz, CEO da agência de comunicação End to End, ressalta a capacidade do jogador de vender sua imagem e seu papel como formador de tendências desde os tempos em que usava moicano.
Além do campo esportivo, Neymar também apareceu em campanhas políticas nas redes sociais. O Partido Liberal (PL) publicou “Flávio é Neymar. Neymar é Flávio” em referência ao senador Flávio Bolsonaro. Neymar apoiou publicamente Jair Bolsonaro na eleição de 2022, quando Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.
A seleção brasileira, por sua vez, permanece como uma marca de grande alcance e portadora de contratos comerciais significativos — apenas o acordo com a Nike renderia à Confederação Brasileira de Futebol entre 100 e 120 milhões de dólares por ano (R$ 504 milhões e R$ 605 milhões), segundo a imprensa local.
O caso ilustra como o jogador continua a ser relevante como ativo de marketing, mesmo que sua participação em campo venha sendo afetada por problemas físicos.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6