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A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) anunciou que apresentará uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa em razão da decisão que reverteu a suspensão do atacante Folarin Balogun, informou a presidente da entidade, Lise Klaveness, nesta quinta-feira.

Klaveness afirmou que a flexibilização de uma norma desse tipo coloca o futebol em risco e que a situação nunca deveria ter ocorrido. Segundo ela, é essencial restabelecer uma comunicação transparente, pois há evidências de que a decisão sofreu influência de forças externas e não seguiu o trâmite apropriado.

A dirigente exigiu ainda que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reconheça o erro. Klaveness foi citada como a única representante a registrar um protesto formal contra o ‘Prêmio da Paz’ entregue a Donald Trump pela entidade em dezembro do ano passado.

Ela disse estar desapontada — embora não totalmente surpreendida — com a falta de clareza em todo o processo e criticou a ausência da publicação integral das justificativas que levaram à revogação da punição.

O caso envolve o atacante americano Folarin Balogun, que havia sido expulso na fase de 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026, no jogo contra a Bósnia e Herzegovina. Inicialmente sujeito a suspensão automática, o jogador teve a pena transformada pelo Comitê Disciplinar da Fifa em uma suspensão condicional, acompanhada de um período probatório de um ano.

A mudança na punição ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter pedido a Infantino a revisão do cartão vermelho considerado “injustificado” pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Trump chegou a afirmar que Claus tinha um histórico “muito suspeito” ao defender a anulação da sanção.

Imagem: Foto por LUKE HALES / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Infantino, por sua vez, disse que respondeu a Trump ressaltando a independência dos órgãos da Fifa.

Apesar da liberação para voltar a atuar, Balogun não evitou a eliminação dos Estados Unidos: a seleção norte-americana foi derrotada pela Bélgica nas oitavas de final por 4 a 1.

O episódio motivou a NFF a levar o caso ao Comitê de Ética da Fifa, apontando para a necessidade de apuração sobre influências externas e falta de transparência no processo disciplinar.

Com informações de Gazetaesportiva