Um levantamento de estrelas antigas na Via Láctea forneceu evidências que apontam para uma idade do Universo próxima de 13,8 bilhões de anos, segundo estudo liderado por Indranil Banik, da Universidade de Portsmouth. A análise, que partiu de observações realizadas por levantamentos como LAMOST e Gaia, usou mais de 155.600 estrelas para estimar o tempo desde o Big Bang e também abordou a chamada tensão de Hubble.
Quem e como
Os pesquisadores avaliaram inicialmente 247.103 estrelas subgigantes detectadas pelos levantamentos LAMOST e Gaia. Após critérios de seleção destinados a excluir objetos que não corresponderiam ao perfil esperado de astros antigos, a amostra final ficou em 155.600 estrelas. Com esse conjunto, os autores trataram as estrelas mais velhas como registros naturais da história cósmica, analogamente a fósseis que preservam informações sobre épocas remotas.
Resultados principais
Entre os achados, a estrela mais antiga identificada tem idade estimada em cerca de 13,73 bilhões de anos. A margem de incerteza associada ao resultado geral foi calculada em aproximadamente +0,18 e -0,15 bilhão de anos. Segundo os autores, essas estimativas concordam com levantamentos prévios que se basearam em estrelas antigas e aglomerados globulares e são compatíveis com a idade derivada da radiação cósmica de fundo, usada pelo modelo cosmológico padrão ΛCDM para apontar ~13,8 bilhões de anos.
Implicações para a tensão de Hubble
O estudo também aborda a tensão de Hubble — a discrepância de cerca de 9% entre a taxa de expansão do Universo medida a partir da radiação cósmica de fundo e a obtida por medições locais usando Cefeidas e supernovas. Enquanto o modelo ΛCDM indica ~13,8 bilhões de anos, estimativas baseadas em métodos locais sugerem um Universo mais jovem, entre 12,5 e 12,9 bilhões de anos.
Os autores destacam, no entanto, que fatores como o tamanho da amostra, os modelos estelares adotados, o momento de formação das estrelas e incertezas teóricas podem influenciar a precisão dos resultados. Ainda assim, afirmam que os achados favorecem explicações relacionadas a efeitos relativamente recentes — por exemplo, alterações na expansão cósmica em épocas tardias ou a existência de uma grande região local com menor densidade de matéria — como possíveis causas da tensão de Hubble.
Imagem: Divulgação
O estudo não encerra o debate sobre a evolução do Universo, mas acrescenta nova evidência de que a idade do cosmos pode estar próxima do valor previsto pelo modelo padrão.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6