O Nubank firmou nesta sexta-feira (10) um acordo com a WTorre para assumir os naming rights do estádio do Palmeiras, encerrando a etapa de mais de 12 anos da seguradora alemã Allianz à frente da arena. A instituição e a construtora não divulgaram os valores nem a duração financeira do contrato.
O local, até então chamado Allianz Parque — reconhecido como um dos estádios mais utilizados do mundo para shows e festivais —, passará por mudança de nomenclatura definida por votação popular. As opções apresentadas ao público são Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. A escolha será feita em plataforma online e os votos terão limitação por CPF.
Fontes de mercado indicam que o acordo com o Nubank deverá vigorar até 2044, prazo que coincide com o término da escritura de superfície que confere à WTorre o direito de exploração comercial da arena. A partir de 2045, a gestão e o controle do estádio retornarão integralmente ao Palmeiras.
O novo contrato prevê que o banco digital terá autorização para instalar no complexo um espaço exclusivo voltado ao público de maior poder aquisitivo, batizado como Ultravioleta.
Associação com o esporte
Este será o segundo estádio com naming rights assinados pelo Nubank, reforçando a ampliação da presença da empresa no esporte. No início de março, a fintech anunciou acordo com o Inter Miami para batizar a nova arena do clube americano como “Nu Stadium” e garantir exposição de marca nas camisas da equipe.
Além disso, o banco recentemente fechou patrocínio com a equipe Mercedes na Fórmula 1, movimento alinhado à estratégia da companhia de ampliar sua presença internacional, com ênfase no mercado dos Estados Unidos.
Imagem: Divulgação
O contrato anterior com a Allianz previa pagamento de R$ 300 milhões ao longo de 20 anos, aproximadamente R$ 15 milhões por ano, corrigidos pela inflação. O acordo foi considerado comercialmente defasado pelas partes e encerrado de forma amigável oito anos antes do prazo original. A WTorre informou que o Palmeiras não participou diretamente das negociações, uma vez que os direitos de exploração comercial da arena pertencem à construtora até o fim da concessão.
O clube recebe um percentual das receitas geradas pela arena; no caso dos naming rights, essa fatia chegou a 15% após um reajuste recente.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6