Os padrões analógicos de cor para televisão conhecidos como NTSC, PAL e a variante brasileira PAL‑M foram fundamentais para a transmissão de imagens coloridas no século XX, mas perderam relevância após a transição para o sinal digital. Essas normas estabeleceram como emissoras e aparelhos combinavam informação de cor e luminância para exibir imagens com fidelidade.
Origem e diferenças entre os padrões
O NTSC surgiu na década de 1950 a partir do trabalho do National Television System Committee — Comitê Nacional de Sistemas de Televisão, sendo o primeiro padrão amplamente adotado nos Estados Unidos e em alguns outros países, como o Japão e parte da América do Sul. A instabilidade percebida na reprodução de cores por algumas estações levou ao desenvolvimento de alternativas.
Na sequência, no início dos anos 1960, o engenheiro Walter Bruch, da Telefunken na Alemanha, criou o Phase Alternating Line (PAL), que oferecia maior estabilidade de cor e dispensava ajustes manuais, o que favoreceu sua adoção em grande parte da Europa, na Austrália e em setores da Ásia.
Outra tecnologia, o SECAM (Séquentiel Couleur À Mémoire), foi lançada pela França em 1967 e chegou a ser usada em territórios da União Soviética, no Oriente Médio e em ex-colônias francesas na África, embora tenha sido menos difundida por custos de implementação.
PAL‑M e a escolha do Brasil
O Brasil realizou sua primeira transmissão em cores em 1972, ao exibir a abertura da Feira da Uva no Rio Grande do Sul, adotando o PAL‑M. Essa solução combinou a codificação de cor do PAL com o padrão “M” de contagem de linhas e campos (próximo ao sistema norte-americano), possibilitando que televisores monocromáticos continuassem a receber sinal sem ficarem inutilizados na migração para cores.
Por que havia necessidade de padrões?
Antes da padronização, diferentes emissoras e equipamentos utilizavam tecnologias próprias para capturar e exibir cor, o que impedia compatibilidade entre transmissões e receptores. Padronizar o sinal foi essencial tanto para as emissoras quanto para a indústria de aparelhos e mídias físicas, como os videocassetes VHS, que em muitos casos precisavam ser “multi‑sistema” para reproduzir fitas gravadas em formatos distintos.
Imagem: Divulgação
O fim gradual dos padrões analógicos
Com a difusão do sinal digital, os padrões analógicos foram progressivamente desligados. O NTSC teve seu desligamento oficial em 2009, embora estações de baixa potência tenham mantido transmissões por mais tempo. O término do PAL em diferentes países ocorreu entre 2008 e 2015. No Brasil, o PAL‑M deixou de ser prioridade com a adoção do padrão digital ISDB‑Tb; a migração eletrônica começou em 2016 e a previsão é que a transmissão analógica seja encerrada até 2025, inclusive em sinais via antena parabólica.
Após a transição, televisores que dependiam apenas de sinal analógico passaram a necessitar de antena digital ou de um conversor para continuar sintonizando canais abertos. Embora deixem de existir como infraestrutura de transmissão, as siglas ainda aparecem ocasionalmente em nichos: no mercado de games retrô, em ajustes de algumas câmeras e em monitores profissionais antigos ou equipamentos ligados a fitas VHS.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6