Inaugurado em fevereiro de 2026 em Manhattan, o Odo East Village já registra uma fila de espera com cerca de 700 pessoas. O restaurante foi criado pelo chef e proprietário Hiroki Odo como uma versão mais acessível da alta cozinha japonesa, conciliando o kaiseki tradicional com o formato descontraído do izakaya.
O conceito, denominado pelo próprio restaurante de “Kaiseki Izakaya”, busca reduzir a formalidade típica do kaiseki — um jantar em várias etapas que privilegia sazonalidade e apresentação — sem abrir mão da técnica e da delicadeza dos pratos. No cardápio do Odo East Village, as refeições seguem as oito etapas clássicas do kaiseki: Sakizuke (entrada), Mukōzuke (sashimi), Wanmono (sopa), Yakimono (grelhado), Agemono (frito), Takiawase (cozido), Shokuji (arroz ou noodle) e Kanmi (sobremesa), mas com flexibilidade: clientes podem pedir itens isolados de qualquer categoria no estilo izakaya ou optar por um prato de cada etapa para montar um jantar completo.
A cozinha mantêm rigor técnico comparável ao do Odo original, que possui duas estrelas Michelin. Um exemplo citado pela casa é o Sakizuke “Kinpira”, que utiliza a técnica de katsuramuki na raiz de bardana — um corte fino e contínuo mais comumente aplicado a vegetais maiores — para transformar um prato típico de izakaya em preparação com acabamento de kaiseki. Outro destaque é o Takiawase “Nikomi”, com língua bovina macia em combinação de missô vermelho e branco, redução de vinho tinto e raspas de queijo parmesão, aproximando elementos japoneses e ocidentais.
O balcão do Odo East Village comporta 24 lugares e é comandado pelo chef executivo Koji Toyoda, que passou 11 anos em treinamento no Japão e se mudou para Nova York em 2023, onde trabalhou no extinto restaurante Kawabun e posteriormente no Odo.
Outro eixo do restaurante é o arroz, considerado por Odo central na cultura alimentar japonesa. A casa estruturou um menu com foco no arroz e buscou eliminar ingredientes à base de trigo para oferecer opções mais próximas de uma dieta sem glúten — substituindo ou excluindo itens como molho de soja, nuta (molho de vinagre com missô) e o macarrão nyumen — com a intenção de preservar o sabor puro do arroz.
Hiroki Odo é natural de Kagoshima, formou-se em uma escola culinária em Fukuoka, treinou em restaurantes de Kyoto e colaborou no lançamento do Yakumo Saryo em Tóquio. Em 2015 mudou-se para Nova York para trabalhar no restaurante shojin Kajitsu, que manteve uma estrela Michelin por cinco anos e meio. Em 2019 abriu o Odo, recebendo a primeira estrela Michelin dez meses depois e a segunda em 2023.
Imagem: Sky Blue Hospitality
Além do novo izakaya, Odo já desenvolveu no mesmo endereço projetos paralelos como o café-bar Hall, o espaço The Gallery e o bar Odo Lounge. O chef também está envolvido em novos empreendimentos, incluindo um complexo de restaurantes de frutos do mar e uma fazenda de vegetais japoneses.
No Brasil, a reportagem cita que a experiência kaiseki pode ser apreciada em São Paulo nos endereços Miyabi e Ryo, que oferecem omakase.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6