O Carnaval de rua no Centro Histórico de Vitória ganhou novos registros durante uma oficina gratuita realizada pela Casa da Stael no último fim de semana. Batizada de “Fotografia e Documentação Cultural”, a atividade teve como proposta capacitar participantes em técnicas fotográficas e reunir imagens que ajudem a preservar a memória da folia urbana.

A oficina foi conduzida pela repórter fotográfica, documentarista e professora universitária Zanete Dadalto, especialista em Estudos da Imagem e Mídia. Em duas turmas, os estudantes receberam instruções teóricas e práticas voltadas ao documentarismo e à preservação de memória.

Além das técnicas de fotografia, a atividade incluiu orientações sobre práticas de campo e curadoria de imagens, ressaltando a importância de organizar e conservar os registros produzidos em eventos culturais.

No sábado, dia 10 de janeiro, os participantes acompanharam o ensaio do bloco Coisas de Negros no Mucane, espaço reconhecido pela valorização de manifestações afro-brasileiras. No domingo, 11 de janeiro, o grupo esteve na Praça Costa Pereira para fotografar o ensaio do bloco Maluco Beleza, que também contou com a retirada simbólica do mastro e a participação das bandas de Congo Amores da Lua e Panelas de Barro, além dos estandartes de blocos ligados à Liga dos Blocos de Rua.

Exposição reúne trabalhos da oficina

Após a curadoria, as imagens produzidas serão exibidas na mostra “Olhares do Carnaval”, com abertura marcada para 22 de janeiro, às 19h, na Casa da Stael. A exposição segue em cartaz até 28 de fevereiro de 2026, sem cobrança de ingresso.

A mostra será realizada na Casa da Stael, localizada na Rua Sete de Setembro, 263, no Centro Histórico de Vitória. A entrada é gratuita e a classificação etária mínima é 14 anos. Visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, e aos sábados, das 9h às 16h, com horários estendidos durante o período carnavalesco.

Imagem: Thiago Soares/Folha Vitória

A iniciativa integra o projeto “Carnaval na Casa da Stael”, viabilizado pela Lei Paulo Gustavo por meio de edital de programação continuada.

“Tínhamos como proposta fotografar o movimento do Carnaval de rua, deixar um registro e fortalecer essa memória”, afirmou Stael Magesck, gestora e fundadora do espaço.




Com entrada gratuita e programação acessível, a oficina e a exposição reforçam o papel do Carnaval de rua como patrimônio imaterial e promovem o envolvimento da comunidade na preservação das tradições locais.

Com informações de Folhavitoria