A manhã do último domingo, 14, terminou em tragédia quando o cantor norte-americano Oliver Tree morreu em uma colisão entre dois helicópteros no Rio de Janeiro. Outras cinco pessoas também perderam a vida no acidente.
Em entrevista concedida em abril ao programa Zach Sang Show, o artista falou sobre a forma como seu trabalho é percebido pelo público e fez declarações que soaram como premonitórias diante do acidente. Conhecido por seu visual extravagante e por uma persona cômica, Tree disse acreditar que o reconhecimento de sua obra só viria após sua morte.
“Quando eu morrer, as pessoas finalmente vão apreciar meus vídeos estúpidos, minhas músicas estúpidas. É quando as pessoas aprendem a apreciar. Normalmente, os artistas valem mais quando morrem.”
Na mesma conversa, o músico abordou a própria mortalidade, afirmando estar ciente de que sua vida poderia terminar de forma súbita. Ele disse que não há como saber quando lançará o último álbum, e que poderia morrer a qualquer momento, inclusive durante deslocamentos.
“As pessoas nunca sabem quando é o meu último álbum. Posso morrer a qualquer momento. Eu poderia ter morrido vindo para cá.”
Testamento
Durante a entrevista de abril, Oliver Tree também detalhou decisões sobre seu patrimônio. Segundo ele, toda a fortuna será destinada a uma entidade criada por ele, a fundação Dr. Oliver Tree’s Art Grants for Baby Geniuses, voltada ao apoio de artistas emergentes. O cantor explicou que não deixaria herança para parentes:
Imagem: 2024 Getty Images
“Minha família não vai receber um centavo. Se eu tiver esposa, filhos, o que for, não vão receber nada. Vou pagar a faculdade dos meus filhos, esse é o acordo, mas não vão nascer em berço de ouro.”
De acordo com o artista, um comitê formado por pessoas próximas seria responsável por decidir os beneficiários dos recursos da fundação. O plano incluía tanto o patrimônio acumulado em vida quanto os royalties gerados após sua morte.
As declarações de Oliver Tree vêm à tona após o acidente no Rio de Janeiro que tirou sua vida e a de outras cinco pessoas na manhã de domingo, 14.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6