A OpenAI informou em documento judicial que não espera entregar seu primeiro dispositivo físico, apelidado de “ChatGPT físico”, antes do final de fevereiro de 2027. A previsão consta em declaração juramentada de Peter Welinder, vice-presidente e gerente-geral da companhia, anexada a um processo que envolve a startup Iyo.
Desenvolvimento e atrasos
O protótipo do hardware já existe e está em evolução, segundo o CEO Sam Altman. Nos planos iniciais, o aparelho seria vestível e reuniria som e interação por voz, reduzindo a dependência de telas convencionais. Em janeiro, o chefe global de políticas públicas da OpenAI, Chris Lehane, chegou a afirmar que uma apresentação oficial poderia ocorrer ainda no segundo semestre de 2026. Agora, entretanto, a empresa projeta apenas a entrega ao mercado em fevereiro de 2027, sem descartar uma possível prévia antes dessa data.
Disputa de marca com a Iyo
O adiamento foi revelado em resposta a uma ação movida pela startup Iyo no ano passado. A empresa reclamou da violação da marca registrada “io”, termo associado ao projeto de hardware da OpenAI. Conforme a petição, a Justiça determinou a suspensão imediata do uso da marca até o desfecho do processo.
Aquisição da io e estratégia de marca
Em maio de 2025, a OpenAI concluiu a compra da io, empresa de hardware fundada pelo ex-designer-chefe da Apple, Jony Ive, em um acordo avaliado em cerca de US$ 6,5 bilhões. Após a determinação judicial, a OpenAI retirou todas as menções à parceria com Ive de seu site e materiais promocionais. No novo documento, os advogados da empresa informam que o termo “io” será abandonado em definitivo, parte de uma reavaliação da estratégia de marca que elimina o uso do nome em ações de marketing e na comercialização do dispositivo.
Sigilo e especulações
O silêncio em torno do projeto alimenta especulações sobre o formato final do produto. Há rumores de que ele poderá ser um wearable, como fones de ouvido ou óculos inteligentes, mas nada foi confirmado. No último fim de semana, um vídeo supostamente anunciando o lançamento circulou nas redes sociais; a OpenAI negou a autenticidade do material, classificando-o como conteúdo falso.
Imagem: Divulgação
Enquanto a data oficial de lançamento permanece indefinida, a empresa mantém sigilo sobre especificações técnicas, design final e eventuais preços, deixando o mercado e os consumidores na expectativa por mais detalhes.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6