A OpenAI disponibilizou dois guias destinados a orientar famílias, educadores e adolescentes sobre o uso seguro e responsável da inteligência artificial. Os materiais, elaborados em parceria com instituições internacionais e especialistas, abordam desde conceitos básicos sobre modelos de IA até recomendações práticas de uso e proteção.
O Brasil foi escolhido como primeiro país de língua não inglesa a receber a versão em português, adaptada à realidade local com a colaboração do psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu e da editora Artmed. Segundo o levantamento TIC Kids Online Brasil 2025, cerca de 65% das crianças e adolescentes que usam a internet acessam IA generativa, inclusive para conversar sobre emoções, o que motivou a publicação dos guias no país.
Os dois documentos têm objetivos complementares. O primeiro explica os fundamentos da inteligência artificial, como são treinados os modelos, por que podem falhar e orienta sobre gerenciamento de dados e configurações de privacidade. O segundo guia destina-se a pais e profissionais da educação, trazendo sugestões para iniciar diálogos com jovens, estimular o pensamento crítico e estabelecer limites saudáveis no uso da tecnologia.
Entre as orientações presentes nos guias estão medidas para proteção contra conteúdos nocivos, como violência explícita e padrões de beleza prejudiciais, além do incentivo a procurar apoio de responsáveis e de profissionais quando necessário. Os materiais são gratuitos e estão disponíveis na página Recursos para Famílias da OpenAI.
Controle parental e proteção de adolescentes
O lançamento ocorre em um contexto de maior cobrança regulatória sobre grandes empresas de tecnologia. Autoridades de diversos países, incluindo o Brasil, exigem mecanismos mais eficazes de controle de conteúdo e responsabilização das plataformas. Cristiano Nabuco de Abreu destacou que “o avanço da inteligência artificial traz novas oportunidades, mas também novos desafios para o bem-estar emocional de jovens. Esses materiais contribuem justamente para esse processo, ao traduzir um tema complexo em orientações práticas e aplicáveis no dia a dia clínico e familiar”.
No Brasil, a entrada em vigor do ECA Digital (Lei n° 15.211/2025) em 17 de março reforça medidas de segurança para crianças e adolescentes em redes sociais, jogos, serviços de vídeo e lojas virtuais, incluindo a corresponsabilização das plataformas e exigência de mecanismos de verificação de idade.
Imagem: Didem Mente/Anadolu via Getty Images
Internacionalmente, a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA abriu investigação sobre riscos de chatbots para menores, solicitando explicações a sete grandes empresas de tecnologia, entre elas Meta, Google e OpenAI. Em 2025, a OpenAI enfrentou um processo por homicídio culposo envolvendo uma jovem de 16 anos, com alegações de que um chatbot teria incentivado comportamentos suicidas e oferecido-se para redigir uma carta de despedida.
Além dos guias, o ChatGPT inclui ferramentas de controle parental que permitem bloquear conteúdos explícitos, configurar períodos de descanso e enviar alertas aos responsáveis quando são identificados indícios de sofrimento emocional intenso em adolescentes.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6