Horário: 8h40 (Brasília UTC-3)

A OranjeBTC, apontada como a maior tesouraria cripto do Brasil, informou um prejuízo líquido de R$ 469,9 milhões no quarto trimestre de 2025, conforme balanço divulgado na noite de terça-feira (24). Esse foi o primeiro resultado financeiro da companhia desde sua estreia na B3, ocorrida em outubro de 2025.

De acordo com a empresa, a principal causa da perda foi um ajuste negativo no valor dos bitcoins em caixa, no montante de R$ 465,2 milhões — reflexo da queda no preço do bitcoin (BTC) que reduziu o valor contábil dos ativos detidos.

O site da companhia indica que a carteira soma 3.723 bitcoins, com preço médio de aquisição de R$ 591.524,15 por unidade. Na manhã de quarta-feira (25), o BTC era cotado a R$ 376.314,95, segundo dados do InvestNews, mostrando a diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado vigente.

Ao entrar na bolsa por meio de um IPO reverso, em outubro, o bitcoin havia acabado de alcançar o recorde em dólar de US$ 126 mil (equivalente a cerca de R$ 663 mil na cotação atual). Desde então, a criptomoeda recuou aproximadamente 43%, pressionada por ofertas de venda, ambiente de juros elevados e tensões geopolíticas.

O fundador e CEO da OranjeBTC, Gui Gomes, afirmou que a volatilidade observada é característica do setor e parte do processo de descoberta de preço do ativo global.

De olho nos investidores gringos

Em fato relevante, o conselho de administração da OranjeBTC aprovou a emissão de ADRs (American Depositary Receipts), certificados que representam ações brasileiras no exterior. A companhia afirmou que a medida pretende facilitar a negociação indireta de seus papéis em mercados internacionais, ampliar o acesso de investidores estrangeiros e contribuir para o aumento da base acionária e da liquidez.

Imagem: Divulgação

No mercado doméstico, o número de acionistas saltou de 180 em outubro de 2025 para cerca de 8,3 mil em fevereiro de 2026. Nesta quarta, as ações da OranjeBTC eram negociadas a R$ 7,10, acumulando queda de cerca de 70% desde a listagem.

Outra tesouraria cripto brasileira, a empresa de cashback Méliuz, havia iniciado a negociação de ações nos Estados Unidos em agosto do ano anterior.

Outros destaques do mercado cripto

Relatórios do mercado apontam avanço da tokenização no Brasil, com ações, fundos e imóveis sendo transformados em tokens, atraindo tanto startups quanto instituições financeiras tradicionais. A Tether contratou uma das Big Four para realizar sua primeira auditoria completa das demonstrações financeiras. Além disso, a NYSE fechou parceria com a Securitize para desenvolver uma plataforma de negociação de ativos tokenizados, acompanhando decisões regulatórias recentes nos EUA.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h40 (Brasília UTC-3): Bitcoin (BTC): +1,21%, US$ 71.627,62; Ethereum (ETH): +1,56%, US$ 2.195,22; BNB (BNB): +1,89%, US$ 648,70; XRP (XRP): +1,06%, US$ 1,42; Solana (SOL): +1,83%, US$ 93,19.

Com informações de Investnews