A rede de farmácias Pague Menos protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de registro para realizar uma oferta pública subsequente de ações ordinárias. O pedido, atualmente em análise pelo órgão regulador, prevê a emissão de até 70 milhões de ações destinadas a investidores profissionais e pode movimentar até R$ 900 milhões, segundo estimativas iniciais com base no volume potencial da operação.

De acordo com o documento encaminhado ao mercado, a estruturação da possível oferta contou com a assessoria financeira de dois bancos coordenadores: BTG Pactual e Itaú BBA. A efetivação da operação depende, contudo, da definição dos termos finais e da autorização definitiva da CVM.

A companhia informou que, caso a oferta avance, o montante total a ser distribuído será ajustado conforme as condições de mercado e a demanda institucional identificada ao longo do processo de estruturação. Não houve divulgação de cronograma definitivo para a conclusão da operação.

Objetivo e efeitos da operação

A oferta subsequente difere de uma oferta pública inicial (IPO) por ocorrer após a empresa já estar listada em bolsa. Entre os efeitos esperados pela companhia está o aumento da liquidez das ações na B3 e o reforço da flexibilidade financeira do grupo, caso a emissão seja concluída.

A Pague Menos atua no varejo farmacêutico em todo o território brasileiro e está listada na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) desde 2020, quando realizou sua oferta pública inicial de ações. A operação em análise no momento é uma alternativa para captação adicionais de recursos junto ao mercado institucional.

Imagem: Divulgação

O pedido de registro apresentado à CVM sinaliza a intenção da empresa de aproveitar janelas de oportunidade no mercado de capitais, sem garantia de que a oferta será efetivamente lançada, já que a operação depende de validação regulatória e confirmação das condições comerciais.

Com informações de Portalin