Patrimônio vivo e ameaças contemporâneas

A paisagem cultural de Bali, inscrita pela UNESCO em 2012, reúne terraços de arroz, templos da água e o sistema tradicional subak em uma área aproximada de 19,5 mil hectares. Ligado à filosofia local Tri Hita Karana, o conjunto continua em funcionamento como uma paisagem cultural viva.

O sistema, que combina práticas agrícolas e elementos religiosos, mantém atividades agrícolas e rituais em várias comunidades da ilha. Apesar dessa continuidade, autoridades e moradores relatam pressões que afetam a configuração tradicional do território.

Entre as pressões apontadas estão o aumento do turismo e a expansão de construções consideradas indesejadas nas proximidades das áreas protegidas. Esses fatores coexistem com a dificuldade de manter agricultores na terra, o que altera a dinâmica do uso do solo e das práticas vinculadas ao subak.

Especialistas e pessoas envolvidas com a gestão local destacam que a paisagem mantém suas características essenciais — como os terraços irrigados e os templos ligados à água —, mas que a convivência com atividades contemporâneas tem gerado tensões sobre a manutenção do sistema tradicional.

O reconhecimento da UNESCO em 2012 apontou para o valor cultural e ambiental do conjunto, mas a preservação prática desse patrimônio depende da capacidade de conciliar hábitos agrícolas, crenças locais e o desenvolvimento econômico vinculado ao turismo e à construção civil.

Paisagem cultural de Bali reconhecida pela UNESCO em 2012 enfrenta pressões de turismo e construções

Imagem: Divulgação

Em síntese, a área de cerca de 19,5 mil hectares segue sendo um exemplo de paisagem cultural viva, articulada pela filosofia Tri Hita Karana e sustentada pelo subak; contudo, enfrenta desafios relacionados ao turismo, às novas edificações e à permanência dos agricultores, circunstâncias que colocam em tensão a manutenção de sua paisagem histórica.

Com informações de Clickpetroleoegas