TRANSMISSÃO: Paramount+
A Paramount Skydance concordou em postergar a conclusão de sua proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery, permitindo que o fechamento da operação ocorra até junho de 2027. O adiamento foi negociado enquanto a fusão bilionária enfrenta uma disputa judicial nos Estados Unidos, medida que pode elevar o custo final do negócio.
Na semana passada, uma coalizão de procuradores-gerais estaduais, liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, entrou com ação para barrar a transação, alegando riscos à concorrência. Em 20 de julho, o juiz responsável expediu uma ordem de restrição temporária, o que provocou o primeiro atraso na tentativa de finalizar o acordo.
Paramount diz que julgamento permitirá decisão baseada em provas
Antes do adiamento, a Paramount havia afirmado que tinha a intenção de concluir a compra até o fim de setembro. Em comunicado divulgado na sexta-feira (24), a empresa caracterizou o andamento processual como favorável, por possibilitar que o caso seja analisado diretamente com base nas provas apresentadas em juízo.
A companhia contestou os fundamentos da ação movida pelos procuradores-gerais, afirmando que as definições de mercado usadas pelos autores não refletem a realidade do setor e não resistem a uma análise detalhada. A Paramount declarou estar preparada para demonstrar no julgamento que a operação é benéfica para a concorrência, para consumidores e para os criadores de conteúdo.
Após as notícias sobre o adiamento, as ações da Paramount Skydance recuaram cerca de 3% durante o pregão da tarde de sexta-feira.
Atraso pode encarecer a transação
Pelo contrato firmado entre as empresas, caso o fechamento ultrapasse 30 de setembro, a Paramount terá de pagar aos acionistas da Warner Bros. Discovery uma “ticking fee” — uma taxa progressiva. O mecanismo estipula pagamento de US$ 0,25 (R$ 1,27) por ação a cada trimestre até a conclusão, o que pode equivaler a aproximadamente US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) em dinheiro por trimestre.
Imagem: Divulgação
Estado atual da aprovação regulatória
O acordo de fusão foi anunciado em fevereiro, após a oferta da empresa liderada por David Ellison superar proposta da Netflix. Avaliado em US$ 110 bilhões (R$ 560,7 bilhões), o negócio reuniria estúdios, serviços de streaming e redes de TV.
A operação já recebeu sinal positivo da divisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA em junho, e reguladores anti-monopólio da União Europeia aprovaram a transação no início desta semana. Ainda assim, procuradores-gerais de vários estados argumentam que a fusão pode reduzir a concorrência e causar cortes de emprego no setor audiovisual, posição sustentada por Rob Bonta ao justificar a ação judicial.
O caso seguirá agora para avaliação judicial, com prazo de fechamento estendido enquanto a disputa legal não for resolvida.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6