TRANSMISSÃO: Globo | SBT | TNT Sports
A inclusão obrigatória da pausa para hidratação (cooling break) em todas as partidas da Copa do Mundo FIFA 2026 passou a influenciar não apenas a dinâmica dos jogos, mas também a comercialização dos blocos de transmissão. A interrupção, que dura cerca de três minutos em torno da metade de cada tempo, foi adotada com o objetivo de permitir a reidratação dos atletas.
A medida, já utilizada antes em torneios como a Copa Conmebol Libertadores e no Campeonato Paulista, agora é exigida em todas as partidas do Mundial. Gianni Infantino, presidente da FIFA, declarou à imprensa norte-americana que a iniciativa busca o bem-estar dos jogadores, levando em conta as altas temperaturas nas cidades-sede, e afirmou que a entidade não obteve lucro com a adoção da pausa, embora esteja satisfeita por dar aos parceiros de transmissão essa possibilidade.
Veículos de mídia aproveitaram o intervalo para inserir peças comerciais. Segundo a BBC Sport, a Fox Sports, responsável pela transmissão nos Estados Unidos, passou a vender espaços de 30 segundos durante a pausa por valores entre US$ 200 mil e US$ 300 mil. Estimativas da imprensa local indicam que a emissora pode arrecadar mais de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) apenas no mercado norte-americano, considerando que cada jogo disponibiliza quatro inserções por parada.
Repercussão entre agentes do mercado
Ricardo Fort, fundador da Sport by Fort Consulting, que acompanha a Copa no local, avalia que as pausas abriram um novo espaço publicitário. Ele afirma que a decisão da FIFA ocorreu próximo ao início do torneio, o que limitou a comercialização completa dessa janela, mas prevê que em competições futuras essa pausa fará parte dos pacotes oferecidos aos anunciantes.
Aproveitamento pelas emissoras brasileiras
No Brasil, a CazéTV utilizou o intervalo da partida entre Escócia e Brasil, na noite desta quarta-feira, 24, para veicular anúncios de Betnacional e Gemini (Google e YouTube), patrocinadores da transmissão. O SBT, parceiro de exibição via N Sports, ainda não exibiu comerciais no cooling break; em comunicado ao Meio & Mensagem, o departamento comercial do SBT afirmou que o intervalo representa “uma nova oportunidade complementar de faturamento, mas sem grandes intervenções publicitárias”, ressaltando o potencial de entregas menos intrusivas e com maior engajamento.
A Globo também ocupou a pausa em ao menos uma partida: na partida entre Japão e Suécia, a primeira metade teve campanha da Michelob Ultra e a segunda trouxe uma chamada da novela Quem Ama Cuida.
Imagem: Divulgação
Histórico, aceitação e opiniões
A obrigatoriedade da pausa já vinha do Campeonato Paulista, organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), e gerou controvérsia entre torcedores. Comercialmente, isso rendeu parcerias com Gatorade para transmissões de TNT Sports e CazéTV, com menções ao patrocinador e exibição de banners durante as paradas.
Torcedores nos estádios demonstraram insatisfação em alguns jogos: na partida entre Inglaterra e Gana, em Boston, o anúncio da pausa foi vaiado. Entre atletas, as opiniões divergem. O capitão da Holanda, Virgil van Dijk, disse que não gostou da pausa, afirmando que não é positiva nem para espectadores neutros na TV, e que seu uso deveria ser avaliado caso a caso. Em contrapartida, Rudi Garcia, técnico da Bélgica, classificou o intervalo como oportunidade para orientações táticas, útil para transmitir instruções à equipe.
Fort acredita que a adaptação será rápida: tanto públicos quanto jogadores devem aceitar a novidade com o tempo, assim como ocorreu com outras mudanças no futebol, como o VAR.
Com informações de Meioemensagem

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6