Quem: Cientistas e o setor da moda.

O quê: A pele do Arapaima gigas, conhecida como pirarucu, passou de resíduo de pesca a matéria-prima para couro sustentável e produtos de luxo.

Onde: Na região amazônica, onde a atividade pesqueira aproveita a carne do peixe e, até então, descartava a pele.

Como: Pesquisas identificaram na estrutura da pele do pirarucu características de alta resistência — inclusive frente a mordidas de piranhas — que permitem seu tratamento e transformação em material similar ao couro. Esse aproveitamento converte um subproduto da pesca em insumo para peças e aplicações inspiradas em biomateriais.

Quando: A transformação ocorre atualmente, à medida que iniciativas científicas e empresas da moda incorporam o material nas cadeias de produção sustentável.

Por que: A combinação de propriedades físicas do tecido e a necessidade de reduzir desperdícios na cadeia produtiva motivou o reaproveitamento. A valorização da pele do pirarucu também realça a importância da diversidade biológica da Amazônia como fonte de inovação.

O processo descrito envolve estudos sobre a composição e a resistência do Arapaima gigas para adaptar procedimentos de curtimento e acabamento compatíveis com exigências estéticas e funcionais do mercado de luxo. Resultado: uma alternativa ao couro tradicional que aproveita um componente antes destinado ao descarte.

Pele do pirarucu vira couro de luxo sustentável e coloca biodiversidade da Amazônia em foco

Imagem: Divulgação

Além do uso em vestuário e acessórios de alto padrão, a pele tratada do pirarucu é apontada como potencial matéria-prima para soluções biomiméticas e outros produtos que buscam associar desempenho técnico à origem sustentável.

Setores envolvidos ressaltam que o movimento coloca a biodiversidade amazônica no centro de projetos que aliam pesquisa, economia circular e design, sem alterar a origem ou as práticas tradicionais de pesca, apenas agregando valor a recursos já utilizados pela comunidade pesqueira.

A iniciativa representa uma mudança na gestão de resíduos na pesca amazônica, transformando uma fração anteriormente descartada em produto com valor comercial e simbólico.

Com informações de Clickpetroleoegas