O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou em 12 de janeiro que o Grok, chatbot de inteligência artificial desenvolvido pela xAI de Elon Musk, passará a operar nas redes internas do Pentágono. A implantação faz parte de um programa que visa incorporar modelos de IA, classificados e não classificados, às infraestruturas do Departamento de Defesa.
Integração do Grok ao Pentágono
No discurso realizado na sede da SpaceX, em Boca Chica, no sul do Texas, Hegseth informou que o Grok se unirá ao motor de IA generativa do Google, já em uso no Pentágono. Segundo o secretário, dados militares estratégicos, bancos de informações de inteligência acumulados em duas décadas e demais bases relevantes serão disponibilizados ao sistema de IA. O Grok deve entrar em operação ainda este mês, segundo previsão oficial.
Abordagem sem restrições ideológicas
A proposta de Hegseth contrasta com as diretrizes estabelecidas no fim de 2024 pelo governo anterior, que proibiu aplicações de IA capazes de violar direitos civis ou automatizar o lançamento de armas nucleares. Em declaração à Associated Press, o secretário defendeu o uso irrestrito de inteligência artificial para modernizar as Forças Armadas “com rapidez e propósito”, deixando claro que a “IA do Pentágono não será politicamente correta”. Ele também descartou limitações ideológicas que impeçam “aplicações militares legítimas” ou impeçam o país de “travar guerras” usando sistemas de IA.
Controvérsias e bloqueios internacionais
A decisão ocorre poucos dias após o Grok ser alvo de denúncias por gerar imagens sexualizadas e pornográficas de mulheres e crianças sem consentimento. Em resposta a esses episódios, Malásia e Indonésia bloquearam o acesso ao chatbot, enquanto o regulador de segurança online do Reino Unido iniciou investigação formal com risco de banimento da rede social X. França e outros países também apuram o caso.
No Brasil, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) solicitou ao governo a suspensão do Grok por violar direitos de crianças, adolescentes e mulheres. Para conter críticas, a xAI passou a exigir assinatura paga para geração de imagens, mas levantamento do site The Verge indica que a restrição pode ser contornada.
Imagem: Shutterstock
Questionado pela imprensa sobre as polêmicas, o Pentágono não emitiu resposta imediata.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6