Funcionários da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) encontraram um disco de audógrafo que contém, provavelmente, o registro mais antigo de um canto de baleia já descoberto, datado de 7 de março de 1949. O material estava arquivado e passou despercebido até a recente investigação dos arquivos da instituição.
Como e onde foi feita a gravação
O áudio foi capturado por pesquisadores a bordo do navio de pesquisa R/V Atlantis, que na época conduzia experimentos acústicos para a Marinha dos Estados Unidos. As atividades incluíam testes de sonar e o uso controlado de explosivos, e ocorreram nas imediações das Bermudas. O suporte físico usado na captação era um audógrafo Gray, um equipamento que registrava som em discos de plástico por meio de um aparelho portátil conhecido como a “maleta” da WHOI.
Identificação do sinal e comparação com acervos
Para determinar a natureza da gravação, a WHOI trabalhou em conjunto com a organização Ocean Alliance. A equipe comparou o áudio recém-descoberto com um banco de mais de 2.400 registros obtidos entre as décadas de 1950 e 1990. A análise concluiu que o som corresponde ao canto de uma baleia-jubarte.
Por que a gravação é relevante
Especialistas destacam que esse arquivo histórico pode servir como referência para entender variações nos cantos de baleias ao longo do tempo. Laela Sayigh, especialista sênior em pesquisa e bioacústica marinha na WHOI, observou que os oceanos estão mais ruidosos atualmente, com aumento tanto na quantidade quanto nos tipos de fontes sonoras, e que registros antigos são úteis para medir como a atividade humana tem alterado o cenário acústico marinho.
Além do valor histórico, a descoberta tem implicações para conservação. Comparar padrões de comunicação antigos com os atuais ajuda a monitorar mudanças comportamentais e a proteger populações de cetáceos. Estudos citados pela equipe apontam que outras espécies, como cachalotes e baleias-azuis, exibem variações complexas em sua comunicação, o que reforça a importância de bases temporais de referência.
Imagem: Divulgação
O disco com o canto de 1949 havia sido esquecido porque, na época, os pesquisadores que o gravaram não identificaram a presença do som de baleia; assim, o registro permaneceu sem uso por quase oito décadas. Hoje, o material é acessível e pode ser analisado por cientistas interessados em bioacústica e conservação marinha.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6