A Petrobras registrou um nível recorde de produção de petróleo e gás no primeiro trimestre e manteve suas refinarias operando perto da capacidade máxima, num cenário de instabilidade nos mercados globais provocado pela guerra no Irã.

A estatal informou que a produção combinada de petróleo e gás cresceu 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O avanço ocorreu em meio ao avanço das atividades no grande campo offshore de Búzios.

No refino, a companhia operou sua malha com 95% de utilização e registrou, em março, o maior nível mensal de operação desde 2014. O maior ritmo das refinarias ajudou a reduzir a necessidade de importação de combustíveis.

Segundo a Petrobras, o aumento tanto na produção quanto no refino contribui para a capacidade do Brasil — maior economia da América Latina — de enfrentar os efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio. A direção da empresa tem atuado em conjunto com o governo para mitigar a pressão sobre os preços dos combustíveis e garantir o abastecimento interno.

China recebe mais da metade das exportações

A companhia também destacou que a China absorveu 62% das exportações de petróleo da estatal no primeiro trimestre, proporção aproximada do dobro registrada há um ano, consolidando o país asiático como o principal destino da maior parte do excedente produzido no Brasil.

O volume exportado cresceu 61% em 12 meses, chegando a 888 mil barris por dia. No entanto, as vendas externas recuaram ligeiramente em comparação ao trimestre anterior, efeito do maior aproveitamento das refinarias brasileiras para abastecimento interno.

Petrobras alcança produção recorde no primeiro trimestre enquanto conflito com o Irã pressiona mercado de petróleo

Imagem: Divulgação

A Petrobras afirmou que aumentou de forma significativa o fator de utilização das refinarias com o objetivo de maximizar a produção de diesel, em resposta à volatilidade observada no mercado global.

As medidas e os números divulgados pela estatal refletem a ampliação da participação do Brasil nas cadeias de suprimento de energia em um momento de tensão geopolítica que afeta preços e fluxos comerciais.

Com informações de Investnews