A Petrobras informou nesta terça-feira, 27, que a partir de 1º de fevereiro de 2025 as distribuidoras de gás natural passarão a pagar, em média, 7,8% menos pelo insumo. O anúncio foi feito pela diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da estatal, Angélica Laureano.

De acordo com a companhia, os contratos firmados com as distribuidoras preveem revisões trimestrais do valor da molécula do gás natural. Esses ajustes consideram as oscilações do preço do petróleo Brent e da cotação do dólar, que impactam diretamente no custo de produção e importação do combustível.

Critérios de variação

A partir de 2026, para as empresas que aderirem à modalidade, o índice Henry Hub — referência do mercado norte-americano de gás — também será incluído no cálculo do preço. Até lá, a Petrobras seguirá aplicando os critérios atuais, com foco na paridade internacional do petróleo e na evolução cambial.

Descontos adicionais

Além da redução média, a estatal manteve os mecanismos de incentivo lançados em 2024, como o prêmio por performance e o bônus por aumento de demanda. Essas ferramentas permitem ampliar o desconto para distribuidoras que retirarem volumes maiores de gás natural ou cumprirem metas de eficiência operacional.

Segundo a Petrobras, a queda efetiva na tarifa de cada distribuidora pode variar conforme o portfólio de produtos contratados, os volumes consumidos e as condições específicas de cada contrato. O valor final repassado ao consumidor inclui ainda custos de transporte, margens de lucro das empresas e a carga tributária federal e estadual.

Imagem: Sergio Moraes/Reuters

No segmento de Gás Natural Veicular (GNV), o preço praticado nos postos de abastecimento também depende do repasse dessas reduções e da estrutura de custos de cada revendedor.





A companhia ressaltou que, ao contabilizar todas as revisões de preços realizadas desde dezembro de 2022, a molécula vendida às distribuidoras acumula recuo aproximado de 38%, considerando o novo desconto programado para fevereiro de 2025.

A Petrobras reafirmou o compromisso de monitorar continuamente as condições de mercado e realizar os ajustes necessários para refletir variações internacionais e promover maior competitividade do gás natural no Brasil.

Com informações de Revistaoeste