Diretoria vê baixa probabilidade de distribuição extra em 2026

A Petrobras avaliou que a probabilidade de pagar dividendos extraordinários em 2026 é muito baixa, informou o diretor-executivo financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo, em videoconferência com investidores realizada nesta terça-feira.

Segundo Melgarejo, a principal razão para a restrição na avaliação é a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que, na visão da companhia, não oferece segurança suficiente para decisões desse tipo. Ele afirmou que uma definição sobre eventual distribuição extraordinária só será tomada ao final do ano.

O executivo destacou que a estatal ficaria satisfeita caso, ao término do ano, apresentasse um caixa tão elevado que permitisse a realização de pagamentos adicionais aos acionistas. Ainda assim, ressaltou que, no cenário atual, a visão da empresa aponta para uma possibilidade muito limitada de efetivar esse tipo de pagamento.

Melgarejo afirmou que, no momento, as condições permanecem incertas e, por isso, a diretoria não enxerga base segura para aprovar dividendos extraordinários. A decisão, portanto, dependerá da evolução das variáveis de mercado ao longo dos próximos meses e será reavaliada somente no fechamento do exercício.

A posição pública do diretor financeiro deixa claro que a Petrobras considera como determinantes para qualquer distribuição adicional a estabilidade dos preços internacionais do petróleo e a situação do caixa da companhia ao fim do ano. Até que esses elementos se consolidem, a possibilidade de uma remuneração extraordinária aos acionistas segue sendo, segundo a própria empresa, bastante remota.

Imagem: Reuters

Não foram divulgados outros detalhes sobre cenários alternativos de distribuição de recursos ou prazos adicionais para eventual pagamento; a companhia manteve a orientação de que qualquer definição será comunicada ao mercado ao final do ano.

Com informações de Forbes