Os preços do petróleo encerraram a semana em alta, em sessão marcada por volatilidade, enquanto investidores reavaliavam os impactos do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre a oferta global.

Os contratos futuros do Brent fecharam a US$ 105,33 por barril, com alta de cerca de 0,3% na sessão. Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI) recuaram 1,5%, fechando a US$ 94,40 por barril. No balanço semanal, o Brent acumulou alta em torno de 16% e o WTI avançou quase 13%.

O movimento dos preços variou ao longo do dia. Os ganhos iniciais foram reduzidos após reportagem da Reuters indicando que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, teria chegado a Islamabad nesta sexta-feira para discutir propostas para retomar negociações de paz com os Estados Unidos, após fracasso nas conversas no início da semana. Em seguida, a CNN noticiou que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria enviando o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para dialogar com o ministro iraniano.

Mais tarde, Trump disse à Reuters que o Irã planeja apresentar uma oferta destinada a atender às exigências dos EUA. “Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver”, afirmou o presidente norte-americano.

Na abertura da sessão, os preços haviam subido cerca de 2% diante do receio de nova escalada militar na região, um dia após o Irã divulgar imagens de comandos abordando um navio de carga no Estreito de Ormuz e diante da interrupção do avanço na reabertura da hidrovia estratégica.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda, pressionado pela incerteza no Oriente Médio, o que ajudou a aprofundar uma correção na bolsa paulista após recordes registrados em meados de abril. O índice recuou 0,33%, para 190.745,02 pontos, acumulando perda de 2,55% na semana. Durante o pregão, a máxima foi de 191.390,33 pontos e a mínima de 189.962,93 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,38 bilhões.

Entre os papéis com pior desempenho, as ações da Brava Energia estiveram entre as maiores quedas do dia, reagindo à oferta da colombiana Ecopetrol e chegando a ceder quase 8% no mínimo. Por outro lado, a Usiminas abriu a temporada de resultados do Ibovespa com lucro próximo a R$ 900 milhões no primeiro trimestre, o que chegou a impulsionar suas ações em mais de 10% no momento de maior valorização.

O recuo do índice afasta-o momentaneamente da marca inédita dos 200 mil pontos, vislumbrada em meados do mês, quando o Ibovespa superou os 199 mil pontos no dia 14. A fraqueza recente na bolsa acompanha alguma saída de capital externo; contudo, o saldo no mês seguia positivo em R$ 11 bilhões até o dia 22, enquanto até o dia 15 havia entrada líquida de R$ 14,6 bilhões em abril.

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Dólar

O dólar encerrou o dia próximo da estabilidade no Brasil, com leve queda que deixou a cotação da semana abaixo dos R$ 5,00, em meio a expectativas de avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos. O dólar à vista fechou em baixa de 0,10%, a R$4,9995. Na semana, a moeda acumulou alta de 0,32% e, no ano, queda de 8,92%.

No início do dia, o Banco Central ofertou US$ 1 bilhão à vista e, simultaneamente, 20.000 contratos de swap cambial reverso, do mesmo valor, em dois leilões conhecidos como “casadão”, mas não aceitou propostas dos dealers em nenhum dos leilões. Operações desse tipo costumam injetar liquidez no mercado à vista; como não houve aceitação, as cotações ganharam alguma força antes de voltar a se aproximar da estabilidade. Ainda pela manhã, o BC vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

Durante a tarde, o otimismo aumentou após notícias vindas tanto do lado iraniano quanto do norte-americano. Às 17h18 (Brasília UTC-3), o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda dos EUA frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,31%, a 98,519.

O mercado segue atento aos desdobramentos diplomáticos e a eventuais repercussões sobre oferta de petróleo e fluxos de capitais.

Com informações de Forbes