Bom dia. Estamos na terça-feira, 17 de março.

Cenários

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira, enquanto os contratos futuros dos principais índices americanos registravam leve queda no pré-mercado, em meio a uma escalada das hostilidades no Golfo Pérsico. Durante a madrugada (hora de Brasília), o Irã realizou novos ataques contra países da região.

Na noite anterior, mísseis iranianos foram lançados contra alvos em Israel. Em resposta, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter atingido “infraestrutura do regime iraniano” em Teerã e locais ligados ao Hezbollah em Beirute. Entre os alvos mencionados estava o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, mas ainda não há confirmação sobre ferimentos ou morte.

No Iraque, a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá foi atingida por foguetes e por pelo menos cinco drones, ataque que fontes de segurança iraquianas descreveram como o mais intenso desde o início da guerra. Não houve relatos de feridos.

Os Emirados Árabes Unidos também foram alvo dos ataques, que forçaram o fechamento temporário do espaço aéreo do país. Pelo segundo dia consecutivo, um drone danificou uma instalação petrolífera em Fujairah, principal porto para exportação de petróleo dos Emirados. Autoridades dos Emirados informaram que destroços de um míssil balístico interceptado caíram na região de Bani Yas, em Abu Dhabi, provocando a morte de um cidadão paquistanês. Além disso, havia combate a um incêndio no campo de gás Shah provocado por um ataque de drone.

A campanha militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã entrou na terceira semana, com pelo menos 2 mil mortos e sem perspectiva de fim. O Estreito de Ormuz segue praticamente fechado, e aliados dos EUA rejeitaram o pedido do presidente Donald Trump para reabrir a via marítima, o que contribui para a alta dos preços da energia e para pressões inflacionárias.

Apesar de mais de duas semanas de bombardeios com armamento americano e israelense, os ataques demonstram a capacidade do Irã de realizar operações de longo alcance. O presidente Trump declarou que não esperava esse tipo de ação e que os ataques iranianos a países vizinhos, incluindo Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, foram uma surpresa. No entanto, seis diplomatas do Golfo e do Oriente Médio relataram à Reuters que era “amplamente esperado” que o Irã atingisse estados do Golfo caso fosse atacado por EUA ou Israel, avaliação que, segundo esses diplomatas, também era compartilhada por governos regionais e ocidentais.

Perspectivas

Na manhã desta terça, o barril do tipo Brent, referência global e para a Petrobras, avançou 4% e alcançou US$ 103,65, recuperando parte das perdas da sessão anterior. No pré-mercado, os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do ETF EWZ iShares MSCI Brazil mostravam queda.

Com a continuidade do conflito no Golfo Pérsico sem horizonte de resolução, cresce a chance de que os preços do petróleo se mantenham elevados, elevando o risco de aceleração da inflação. Esse cenário pode levar bancos centrais a manter juros em patamares altos ou adotar aperto monetário adicional, o que tende a reduzir a atividade econômica.

Indicadores

BRASIL

Imagem: Reuters

Inflação IGP-10 (Mar)

Observado: – 0,2%

Esperado: ND

Anterior: – 0,4%

ESTADOS UNIDOS

Sem indicadores relevantes

As informações sobre os ataques e seus efeitos nos mercados continuam a ser atualizadas conforme novas confirmações chegam das autoridades envolvidas.

Com informações de Forbes