A Polícia Civil cumpriu nesta sexta-feira, 27 de março, mandado de busca e apreensão na residência da influenciadora Bia Miranda durante a segunda fase da Operação Desfortuna. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).

Apreensões e materiais recolhidos

Durante a diligência, os policiais encontraram aproximadamente 40 mil dólares em cédulas cenográficas. Além do material cenográfico, foram apreendidas joias, um veículo e aparelhos eletrônicos. Todos os itens serão submetidos a perícia e análise, com o objetivo de verificar sua relevância para o inquérito.

Versão da investigada

Segundo a Polícia Civil, Bia Miranda declarou que as notas falsas eram utilizadas em publicações nas redes sociais com a finalidade de atrair a atenção de seguidores. De acordo com a influenciadora, a exposição pretendia direcionar interessados a plataformas de apostas on-line.

Contexto da investigação

O caso não é novo: a primeira etapa da Operação Desfortuna ocorreu em agosto do ano passado, quando Bia Miranda também foi alvo das medidas, mas não foi localizada pelos agentes, o que atrasou parte das investigações. A fase atual foi deflagrada após novas solicitações de medidas cautelares encaminhadas à Justiça.

Informações e medidas complementares

As investigações ganharam impulso a partir de informações repassadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que apontou a continuidade da promoção de sites irregulares pela influenciadora mesmo após o início das apurações. Em função desses elementos, a Polícia Civil pediu o bloqueio das contas bancárias de Bia Miranda como forma de impedir eventuais fluxos financeiros relacionados às atividades sob suspeita.

Polícia apreende cerca de 40 mil dólares cenográficos na casa de Bia Miranda

Imagem: Reprodução

Objetivo da operação

A Operação Desfortuna integra um esforço mais amplo das autoridades para combater redes de jogos de azar ilegais, apontadas pelos investigadores como práticas que, além de lesar usuários, podem financiar organizações criminosas. As apurações seguem em andamento, com prioridade em identificar outros envolvidos e mapear a estrutura por trás das plataformas divulgadas.

Com informações de Ofuxico