Panorama do mercado OOH

A concorrência entre as principais empresas de out-of-home (OOH) acelera a profissionalização do segmento, estimulando inovações em formatos visuais, experiências imersivas e sistemas de governança. Em resposta ao aumento da disputa por atenção em ambientes urbanos, companhias investem em criatividade, tecnologia, dados e novos modelos de operação, ampliando a integração entre mídias digitais e móveis.

Eletromidia

A Eletromidia projeta para 2026 um avanço na criatividade contextualizada à jornada do consumidor e em escala urbana. Entre as apostas estão formatos imersivos e interativos, mobiliário urbano conectado a dispositivos móveis, soluções de criatividade dinâmicas e a evolução da compra programática com base em dados. Giovanni Rivetti, CEO da Context e líder do eletroLAB, aponta que o foco está na intensificação e na integração de tecnologias já em uso. A inteligência artificial permeia criação, personalização, operação e análise de sinais, enquanto a plataforma proprietária MUB+ passou a compor projetos de grande porte. Para reforçar a mensuração de audiência, a empresa aderiu à iniciativa OpenMetrics, que busca padronizar métricas em OOH.

JCDecaux

Na visão da JCDecaux, a digitalização continua dominante, representando 80% da receita no Brasil em 2025. A empresa dirige investimentos à expansão de grandes formatos em aeroportos e metrôs, além de promover a mídia programática. A sustentabilidade, por meio do 360º Footprint, e a padronização de resultados via OpenMetrics figuram entre as prioridades. Segundo Silvia Ramazzotti, diretora de marketing, a criatividade é o eixo das campanhas, apoiada por ferramentas próprias, como Créaction e Creative Heatmap, que unem softwares e IA para avaliar a adequação dos materiais publicitários. A próxima etapa envolve maior integração ao mobile, experiências interativas e aprimoramento de sensores e dados de audiência.

RZK Digital

A RZK Digital identifica três vetores para o OOH em 2026: métricas interoperáveis, digitalização acelerada e expansão da mídia programática. A empresa aposta em terminais urbanos de grande fluxo para desenvolver formatos proprietários e estruturas imersivas, priorizando interações via Wi-Fi entre telas, smartphones e ativações físicas. No portfólio permanente, destacam-se telas 3D e experiências imersivas. Paulo Queiroz, CEO, destaca o objetivo de medir audiência em tempo real e automatizar a gestão de telas. Para sustentar o crescimento, a companhia planeja investir cerca de R$ 70 milhões, um aumento de 65% em relação ao ano anterior.

Neooh

A Neooh enfatiza o conceito phygital e o crescimento do DOOH programático, com foco na integração mobile e no uso inteligente de contexto. Seus investimentos se voltam a ativos premium, enquanto a estratégia criativa prioriza narrativas elaboradas para momentos e locais específicos, em vez de peças genéricas. Em tecnologia, a empresa mantém esforço em mídia programática, inteligência de dados e IA para otimização de campanhas, além de reforçar a mensuração de impacto. A Neooh também segue desenvolvendo experiências imersivas, realidade aumentada e conteúdos interativos por meio do Aioros Studios. Em 2025, o grupo cresceu 31% e projeta expansão acima da média do mercado para 2026.

Helloo

A Helloo destaca a consolidação de um OOH mais contextualizado, integrado ao digital e guiado por dados. A companhia investe na expansão do inventário digital e no uso estratégico de informações, focando no desenvolvimento de experiências a partir do ambiente físico. A abordagem criativa baseia-se na leitura do espaço e da jornada do público, gerando conteúdo alinhado aos objetivos de cada campanha. Em termos de tecnologia, a Helloo amplia soluções de sensorização para elevar eficiência operacional e capacidade de mensuração, mantendo a aplicação de telas interativas e ativações imersivas conforme o contexto.

Imagem: Divulgação

Kallas

Para a Kallas, o OOH tem se expandido para mobilidade, retail media e mobiliário urbano. Os investimentos concentram-se em equipamentos de LED, telas digitais e mídias interativas, com a meta de engajar consumidores ao longo de sua jornada. O Kallas Data Hub analisa fluxos de passageiros e pedestres, enquanto o Kallas Media Hub estrutura campanhas para anunciantes de pequeno e médio porte com base em volume, classe social e perfil de público. A empresa também desenvolve ferramentas de integração para facilitar o lançamento e a expansão de campanhas, integrando esse ecossistema a um marketplace em fase avançada, voltado para a compra online de mídia programática.

The LED

A The LED antecipa três direções para o mercado: disponibilidade em tempo real como padrão, precisão em inserções de DOOH e métricas consistentes e independentes de plataforma. A estratégia criativa considera o OOH como sistema dinâmico, combinando criatividade em tempo real, precisão de entrega e uso de dados. A empresa observa ainda a convergência entre TV conectada e DOOH com a chegada da TV 3.0, abrindo espaço para campanhas integradas entre a tela doméstica e a urbana. Os investimentos privilegiam parcerias e financiamentos estratégicos para digitalizar o ecossistema, modernizar ativos e implantar sistemas de governança. Em tecnologia, a The LED avança em automação de campanhas, IA contextual e infraestrutura de dados, integrando sensores, SDKs e fontes externas para gerar indicadores aos anunciantes.

Com informações de Meioemensagem